CRISE E GOLPE DE ESTADO: O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O BRASIL?

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Profa Alba Maria Carvalho Pinho

MOVIMENTO ÉTICO-POLÍTICO e SOCIAL EM DEFESA DO SUAS
Por Alba Maria Pinho de Carvalho
11 de agosto de 2016
Cine São Luís – Fortaleza

 

Esta questão é profundamente interpeladora a PENSAR O BRASIL CONTEMPORÂNEO para compreender este momento-limite, a impor a exigência da CRÍTICA, para desvendar os perversos percursos e trajetórias que estão na base deste Golpe de Estado. Assim, é preciso adentrar criticamente nos circuitos da História Brasileira, nestas últimas quatro décadas, discutindo o PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA E DE INSERÇÃO BRASILEIRA NO CAPITALISMO FINANCEIRIZADO. Esta é uma exigência, que passa pela crítica e pela autocrítica, para avançarmos na luta e fica, aqui, como uma provocação a próximas reflexões e debates.

Hoje, voltemos o nosso olhar para o BRASIL DO PRESENTE, a viver um Golpe de Estado, montado em um intricado xadrez de crise, de terrorismo midiático e de esgotamento de modelo, de “política de negócios”, de alianças!

Inegavelmente, vivemos no Brasil 2016, um momento-limite de GOLPE DE ESTADO.

Precisamos atentar que o Golpe de Estado é uma instituição recorrente na vida brasileira: no século XX, foi empregado diversas vezes e, em 2016, já convivemos com a primeira edição do século XXI. É um golpe diferente do golpe de 1964. Sem tanques para conter os revolucionários e comunistas. Tem-se a artilharia da mídia e a política de negócios a congregar um Congresso golpista e extremamente reacionário, com a conivência do Judiciário. Neste contexto, trata-se de um GOLPE DE ESTADO JURÍDICO-PARLAMENTAR-MIDIÁTICO.

O CONTEXTO HISTÓRICO DO BRASIL NO PRESENTE É DE INSTABILIDADE E INSEGURANÇA. TUDO É POSSÍVEL E NADA PARECE SEGURO!

Os setores orgânicos do capital, as elites brasileiras, os setores privilegiados usurparam a Presidência do País. E, o governo golpista, ao assumir o Estado, deixa claro a sua NATUREZA CONSERVADORA. Caem as máscaras!!! No pré-golpe, no contexto de um terrorismo midiático de crise e caos, invocam-se bandeiras e camisetas nacionais, bradando declarações “a favor do Brasil”. Empreendem uma cruzada moral e, eminentemente ideológica, contra a corrupção!… Batem-se panelas, congregam-se grandes manifestações de rua!

No Golpe, as máscaras caem, as panelas silenciam, cessam as manifestações de rua e a AGENDA ULTRALIBERAL CONSERVADORA E DE ANTIDIREITOS SE IMPÕE.

 Em atendimento às exigências das forças do capital que não podem perder suas elevadas taxas de lucro, nos circuitos da crise de um modelo de ajuste esgotado, o governo golpista de TEMER assume, como projeto, fazer O BRASIL VOLTAR A GERAR LUCRO, CUSTE O QUE CUSTAR!!! Custe o que custar aos pobres e trabalhadores! É deveras significativo o Plano do Governo Golpista “Uma Ponte para o Futuro”, na verdade, “Uma Ponte para o Capital!….” “O Brasil precisa voltar a dar lucro”, nas palavras de Temer… É emblemática a fala do Ministro da Justiça do governo golpista: “Nenhum direito é absoluto e o país precisa funcionar”.

Em verdade, a conta que orienta a equipe interina do Governo Temer é a do AJUSTE FISCAL, para aumentar a rentabilidade do Capital. O Ministro Chefe da Casa Civil sustenta que o governo Temer tem que fazer a Reforma do Estado, sob o ponto de vista fiscal. O Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, em declaração ao Jornal Estado de São Paulo, do dia 09/07/2016 afirma, de forma clara, a agenda de ajuste do Governo Temer: “Para equilibrar as contas públicas, o plano A é o controle de despesas, o B é a privatização e o C é aumento de impostos”. E, em todos os planos para garantir o ajuste, investe-se no RETROCESSO SOCIAL, atingindo conquistas civilizatórias e republicanas.

Para além do “nacionalismo de fachada verde e amarelo das manifestações”, fica claro a proposta de subordinação econômica e política a interesses internacionais, sendo emblemática a entrega do pré-sal e do petróleo. A cruzada moral da corrupção é uma farsa: compõe-se o Ministério do governo golpista com ministros logo afastados por corrupção!!!

A Medida Provisória 726 de 12 de maio de 2016 – dia em que Temer assume a Presidência da República – é reveladora do conservadorismo do governo golpista, tendo como primeiro objetivo negar qualquer relação entre o governo Temer e uma pauta de direitos sociais e de diversidade cultural, étnica, sexual ou de qualquer outro tipo.

De fato, esta Medida Provisória extinguiu todas as Secretarias Especiais ligadas a Direitos, como a das Mulheres ou da Igualdade Racial, extinguiu o Ministério da Cultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Em verdade, esta medida tem um CARÁTER SIMBÓLICO, sinalizando para os atores conservadores do Congresso e da sociedade QUE ESTAVA CHEGANDO AO FINAL UM PERÍODO DE EXPANSÃO DE DIREITOS E DE INSERÇÃO DE AGENDAS DE DIREITOS NO EXECUTIVO.

Na sua ótica fiscal, atrelada à elevação da taxa SELIC, em consonância com os interesses do Capital, em suas composições orgânicas, o governo golpista investe pesado contra os direitos civis e políticos, direitos trabalhistas, direitos sociais. Estão em risco os mecanismos constituintes das Políticas de Enfrentamento à Pobreza dos governos petistas que viabilizaram a inclusão de amplos segmentos pauperizados pela via do consumo. A rigor, está em permanente ameaça a Democracia Brasileira, inclusive com o avanço do desmonte da Constituição Federal de 1988, mediante as Propostas de Emenda à Constituição – PECs. Neste cenário de autoritarismo, Congresso reacionário e repleto de deputados e senadores processados ou réus da justiça e Judiciário silenciado, coloca-se, mesmo, em questão a própria existência de eleições presidenciais em 2018!!!

De saída, o governo prioriza a investida contra os direitos sociais. A ideia parece ser, entre agora e 2018, FAZER OS DIREITOS SOCIAIS RETROCEDEREM QUANTO SEJA POSSÍVEL e TRANSFORMAR EM LEI UM MÁXIMO DE OBSTÁCULOS FUTUROS A PROJETOS DE TRANSFORMAÇÃO… E, ATINGE, ESPECIFICAMENTE, OS DIREITOS SOCIOASSISTENCIAIS, CONSUBSTANCIADOS NA POLÍTICA PÚBLICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, COMO UMA CONQUISTA CIVILIZATÓRIA.

O MOMENTO É DE RETROCESSO!

O Bloco no Poder, o governo golpista, em sua vinculação orgânica aos interesses e exigências do Capital, vem empreendendo uma RESTAURAÇÃO CONSERVADORA, não apenas contra os avanços da última década, mas contra a própria possibilidade de novos avanços! Concretamente, a Restauração Conservadora, “em curso”, significa: 

  • Destituição de direitos e conquistas;
  • Desmonte de Políticas Sociais, garantidoras de Direitos Sociais;
  • Negação da Pauta de Lutas e dos Avanços conquistados, relativos à diversidade cultural, étnica, sexual ou de qualquer outro tipo;
  • Afirmação de neoconservadorismos que permeiam a vida brasileira, expressando-se em um clima político-cultural de intolerância, de rechaço e desqualificação às esquerdas, de ódio aos pobres.

Nesses três meses de governo golpista, esta restauração conservadora materializa-se em TRÊS GRANDES FRENTES, organicamente vinculadas, a perpassarem a vida brasileira, no atual contexto: 

  1. APROFUNDAMENTO DA PRIVATIZAÇÃO/DESNACIONALIZAÇÃO: o governo Temer assume, mediante diferentes estratégias, uma política de intensa privatização a retomar a política de FHC, afirmando-se como um GOVERNO ULTRANEOLIBERAL;
  2. DESTITUIÇÃO DE DIREITOS E DESMONTE DE POLÍTICAS SOCIAIS, atingindo, de frente, as POLÍTICAS DE SEGURIDADE E PROTEÇÃO SOCIAL;
  3. ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, no sentido de inviabilizar a CRÍTICA, retomando mecanismos de regimes ditatoriais. É emblemático o Programa “Escola sem Partido”, como proposta de lei que quer amordaçar o professor, silenciá-lo.

Direcionando um olhar crítico especificamente para esta dimensão da Restauração Conservadora do DESMONTE DE POLÍTICAS DE SEGURIDADE SOCIAL e PROTEÇÃO SOCIAL, VÊ-SE QUE O GOVERNO GOLPISTA INCIDE SUA OFENSIVA NO DESMONTE DA ESTRUTURAÇÃO, DA ORGANIZAÇÃO E FINANCIAMENTO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE, DE EDUCAÇÃO, DA PREVIDÊNCIA E DA ASSISTÊNCIA SOCIAL. É um verdadeiro “cavalo de pau nas políticas sociais”, como enfatiza Amélia Cohn, em artigo no Le Monde Diplomatique – Brasil, de julho de 2016. De fato, o governo golpista aventura-se em um jogo perigoso, de consequências mortais, no campo das Políticas Sociais, com risco de atingir a conquista histórica dos governos petistas de redução da pobreza e da afirmação de condições dignas de vida.

É extremamente grave a medida do governo Temer de LIMITAÇÃO PERMANENTE DO CRESCIMENTO DO GASTO PÚBLICO POR 20 ANOS. Tal medida exige mudanças na Constituição Federal e, assim, foi enviada ao Congresso pelo presidente interino, no dia 15 de junho de 2016, uma Proposta de Emenda à Constituição – PEC 241, em plena tramitação. Em verdade, é a primeira estagnação dos gastos do governo desde 1988, tendo um efeito desastroso para as Políticas Sociais, comprometendo mais de uma geração inteira com recursos limitados em áreas como saúde e educação. Por conseguinte, aumenta o espaço para empresas privadas na saúde e na educação. É um mecanismo da política intensiva de privatização do Governo Temer. De fato, a PEC 241/16 é o congelamento e futura extinção dos direitos sociais, previstos na Constituição Federal de 1988.

Se esta PEC for aprovada – e está em análise na Comissão de Constituição e Justiça – a seguridade social, conforme conquistada nas lutas democráticas, está inviabilizada. Os percentuais orçamentários, garantidos constitucionalmente para Saúde e Educação, estarão perdidos e a luta histórica da Assistência Social, nas últimas décadas, como política pública, para garantir percentuais orçamentários em Lei, perderá todo o sentido, comprometendo o financiamento desta Política e atingindo a sua configuração como Política de Estado.

Especificamente na agenda da Restauração Conservadora do governo Temer, destaca-se, como elemento-chave, a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, com o AUMENTO DA IDADE MÍNIMA PARA APOSENTADORIA e a eliminação da avaliação social na concessão de benefícios previdenciários, reduzindo o processo à avaliação meramente do perito médico, desvinculada das efetivas condições sociais. E mais: o governo Temer encaminha a proposta de DESVINCULAR AS APOSENTADORIAS RURAIS e URBANAS, especialmente o BENEFICIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA – BPC – dos Reajustes do Salário Mínimo!… É este um elemento que compromete as condições de vida de uma grande maioria de trabalhadores pobres e ameaça a própria sustentabilidade financeira de municípios brasileiros, sobretudo os de pequeno porte. É preciso lembrar que a vinculação das aposentadorias e do BPC ao salário mínimo constituiu um dos importantes mecanismos de enfrentamento à Pobreza nos Governos Petistas!

Cabe ressaltar que o Benefício de Prestação Continuada – BPC – vinculado à Política de Assistência Social – ao abranger idosos com menos de 65 anos e pessoas portadoras de deficiência, de famílias com renda inferior a um quarto do salário mínimo, por integrante, garante segurança de renda a mais de quatro milhões de pessoas imersas na pobreza. O governo, na primeira reunião do Comitê Interministerial de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas, na atual gestão, encaminhou a discussão do decreto de revisão do BPC e a definição de novos critérios de admissão, cada vez mais restritivos. E, em 7 de julho de 2016, foi aprovado o Decreto 8.805 que altera a regulamentação do Benefício de Prestação Continuada.

Ainda nesta dimensão do Projeto Conservador do Governo Temer, cabe destacar a RESTRIÇÃO DOS PROGRAMAS SOCIAIS, COM DESTAQUE PARA O BOLSA FAMÍLIA, com a perspectiva excludente de limitar o Bolsa Família aos 5% mais pobres da população, com consequência desastrosas… De fato, é o EFETIVO DESMONTE DA SEGURANÇA DE RENDA COMO PRIORIDADE DA SEGUNDA DÉCADA NO ESTADO BRASILEIRO, A ALCANÇAR EM TORNO DE QUATORZE MILHÕES DE FAMÍLIAS. E mais: o Governo Temer suspende todas as novas contratações do “Minha Casa, Minha Vida”, abandonando a meta traçada por Dilma Rousseff de contratar dois milhões de moradias até o fim de 2018.

No campo de proteção social, cumpre avaliar os efeitos desastrosos, para os trabalhadores do campo, da extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, penalizando fortemente a Agricultura Familiar, com o desmonte de Políticas de Apoio e Desenvolvimento a este importante segmento dos trabalhadores do campo. Em verdade, setenta milhões de brasileiros da população rural devem ser prejudicados direta ou indiretamente pela decisão do presidente interino Michel Temer em extinguir o MDA e retirar importantes atribuições do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA. E, se for levado em conta ainda que a maior parte dos alimentos que chega à mesa do brasileiro é produzida por agricultores familiares, atendidos pelo MDA, a decisão de Temer prejudica grande maioria da população brasileira.

Ao focar a Política de Assistência Social – que já foi amplamente discutida por Ieda Castro – é desastroso o DESMONTE NA INSTITUCIONALIDADE E NA ESTRUTURAÇÃO DO SUAS, em sua imensa capilaridade, a chegar a todos os 5.570 municípios, inserindo em torno de 2 milhões de famílias nos serviços socioassistenciais, básicos e especializados de Proteção Social. O desmonte do SUAS significa um retrocesso no modo como o Estado Brasileiro vê, atende e cuida das famílias pobres brasileiras. Indispensavelmente, a Restauração Conservadora do Governo Golpista privilegia as elites e atinge sobremaneira os pobres, os trabalhadores de baixa renda. INDISCUTIVELMENTE É UM GOVERNO CONTRA OS POBRES!!!

 ESTÁ EM PERIGO A ASSISTÊNCIA SOCIAL COMO POLÍTICA PÚBLICA DE ESTADO. A DEMOCRACIA ESTÁ EM TRANSE!

 E ATENÇÃO: em meio às OLIMPÍADAS, o Congresso Golpista está aproveitando este momento de emoção e vibração mundial, para LEVAR O GOLPE ADIANTE! O Senado, no dia 9 de agosto e madrugada do dia 10, encaminha o primeiro rito de definição do julgamento do mérito do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, já presidido pelo Ministro Ricardo Lewandowski. Assim, apesar da falta de substância das denúncias contra a Presidenta eleita, o julgamento caminha para a sua etapa final!!!

 E mais: a Comissão da Constituição e Justiça analisa a PEC 241, que estabelece o teto dos gastos do orçamento por 20 anos e o PL 257 de renegociação da dívida dos Estados, com a condicionalidade de definição de um teto de gastos também para os orçamentos estaduais.

 O GOLPE AVANÇA NA SUA SANHA DE ATENTADO À DEMOCRACIA BRASILEIRA E À SOBERANIA POPULAR.

É preciso avançar na LUTA CONTRA O GOLPE de ESTADO NO BRASIL!!!

IMPÕE-SE A RESISTÊNCIA COMO EXIGÊNCIA HISTÓRICA DO TEMPO PRESENTE. É importante destacar que este desmonte de direitos e conquistas NÃO PODE APAGAR O ACÚMULO POLÍTICO-CULTURAL QUE CONSTRUÍMOS NA LUTA PELA DEMOCRACIA, PELA SEGURIDADE SOCIAL, PELA LOAS, PELO SUAS. E, É ESTE ACUMULO POLÍTICO-CULTURAL QUE REVIGORA ENERGIAS E CONFERE FORÇA E VITALIDADE A ESTE “MOVIMENTO ÉTICO – POLÍTICO-SOCIAL PELO SUAS” QUE FAZEMOS ACONTECER NO CEARÁ, ARTICULANDO-SE A MOVIMENTOS QUE EMERGEM EM TODO O PAÍS, EM DEFESA DO SUAS E DA SEGURIDADE SOCIAL!

MDS tem Ministro Golpista que paga pipoca em cinema com verba pública. Pode isto?

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O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB-RS), pagou com dinheiro da Câmara um combo formado por um saco grande de pipoca e mais dois copos de refrigerante de 700 ml. A compra inusitada custou R$ 26 e ocorreu no dia 27 de setembro do ano passado, no cinema Kinoplex em Brasília.

O MDS declarou, por meio de nota, que o ressarcimento foi pedido por engano pelo ministro. “Essa nota (da pipoca) foi entregue por engano junto com outros recibos de alimentação que periodicamente apresentava para ressarcimento, todos dentro das regras legais. Esse é um caso isolado”, alegou o ministério.

Em setembro, Terra apresentou nota fiscal pedindo ressarcimento da Câmara para seus gastos com pipoca por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A cota é destinada para custeio de despesas ligadas diretamente às atividades parlamentares. Gastos com alimentação são permitidos, contando que estejam associados a ações partidárias, como visitas a bases eleitorais, por exemplo.

De acordo com a nota fiscal, a compra da pipoca ocorreu por volta das 18h30, em um domingo, e foi feita em dinheiro.

Os gastos com alimentação de Terra na atual legislatura (iniciada em fevereiro de 2015) chegam a R$ 6,5 mil. Nas listas, estão despesas com rodízios em galeterias e churrascarias de Porto Alegre (RS) e até mesmo um refrigerante consumido durante um voo no translado Brasília x Porto Alegre. Também há registro do pagamento de um mojito, em um restaurante de Florianópolis, consumido em novembro do ano passado. A Câmara proíbe gastos com bebidas alcoólicas, mas a nota fiscal do mojito não explicita se o drink tinha, ou não, álcool.

Somados todos os gastos, o deputado gaúcho já pediu ressarcimento de R$ 549 mil do cotão da Câmara conforme informações do site especializado Operação Política Supervisionada (OPS).

Os maiores gastos do atual ministro do Desenvolvimento Social na atual legislatura são com bilhete aéreo, no valor de R$ 171 mil; seguido da cifra “divulgação de atividade parlamentar”, com repasses da ordem de R$ 103 mil.

Tapioca

Em 2008, durante o segundo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o hoje deputado federal Orlando Silva (PCdoB) foi exonerado do Ministério dos Esportes após ser flagrado usando cartão corporativo para comprar tapioca. A tapioca valia, na época, R$ 8,30. Até hoje o deputado nega envolvimento no episódio.

NYT debate possibilidade de que Olimpíada no Rio seja adiada.

Viramos Chacota Internacional. Obrigada Golpista!

Daniel Buarque
'New York Times' debate possibilidade de que Olimpíada no Rio seja adiada

‘New York Times’ debate possibilidade de que Olimpíada no Rio seja adiada

A instabilidade vivida no país por conta das crises política e econômica, bem como a epidemia de zika e problemas com a organização do evento levaram o jornal norte-americano “The New York Times” a debater a possibilidade de que a Olimpíada do Rio ser adiada. A publicação convidou três articulistas para falar sobre o tema e avaliar a possibilidade de os Jogos ocorrerem daqui a três meses, ou mais adiante, quando a situação do país for mais estável.

O pesquisador do departamento de geografia da Universidade de Zurique Christopher Gaffney defendeu que adiar a Olimpíada é o caminho mais seguro. O foco da sua análise é a epidemia de zika, que pode se tornar um problema global por conta do evento no Rio.

“Permitir que minhares de pessoas viagem ao Brasil e depois voltem a seus países seria irresponsável”, diz.

Em oposição a este argumento, o professor de ciência política da Universidade de Oregon Jules Boykoff, autor de um livro sobre a história política das Olimpíadas, escreveu em defesa da manutenção dos jogos na data marcada.

Sob o ponto de vista político, ele alega que é importante que os Jogos aconteçam mesmo em meio a uma situação problemática, e que ofereçam espaço e visibilidade para protestos contra eles.

“Adiar ou cancelar a Olimpíada do Rio seria negar o presente involuntário: Uma demonstração pública de alto nível do direito ao dissenso político.”

Um terceiro texto, da planejadora urbana Theresa Williamson, argumenta que a realização ou não da Olimpíada nas datas previstas é menos importante de que entender o que há por trás do evento. Segundo ela, permitir que o Rio seja sede da Olimpíada foi um erro.

“O Rio vai sediar uma Olimpíada sem problemas fazendo o que faz de melhor: escondendo os problemas e mostrando sua face artificial”, diz.

“Moradores de favelas vão ser bloqueados, escolas vão ser fechadas, manifestantes vão ser mantidos à distância para que o tráfego possa fluir e os espectadores possam ter sua experiência sem preocupações”, explica.

As críticas aos jogos e a possibilidade de mudança nos planos do evento não são novidade na mídia internacional.

Em fevereiro, um artigo publicado na revista “Forbes” já falava em possíveis mudanças nos Jogos por conta dos problemas do país. Com a crise no Brasil agravada pelo surto de vírus zika, “está começando a parecer que chegou a hora de cancelar os jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro”, dizia. “A razão é simples: mulheres jovens não podem viajar com segurança para o país”, completava o texto, publicado na seção de finanças nos esportes.

Em entrevista ao site brasileiro da rede britânica BBC, em março, o consultor britânico Simon Anholt disse que a Olimpíada do Rio é uma ameaça maior à reputação do Brasil no exterior do que as crises política e econômica pelas quais o país está passando. O problema, segundo ele, é que grandes eventos internacionais, como a Copa e a Olimpíada, fazem o mundo ver uma abudância de notícias sobre a realidade do país sede, o que pode frustrar as expectativas dos estrangeiros.

 

Fonte:http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2016/05/16/new-york-times-debate-possibilidade-de-que-olimpiada-no-rio-seja-adiada/?cmpid=fb-uolnot

Europa e América Latina rejeitam golpe no Brasil

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), copresidente da Eurolat — organismo que reúne os parlamentos latino-americanos e o parlamento Europeu –, disse nesta segunda-feira (16), em Lisboa, Portugal, que o organismo multilateral rejeita o golpe de Estado ocorrido no Brasil.

“Na sessão latina da Eurolat rejeição absoluta em relação à troca de poder no Brasil”, afirmou Requião na véspera da assembleia geral conjunta com o parlamento europeu.

“Amanhã, ao lado de Ramon Jauregui, falo na abertura da Eurolat em Lisboa. Como sempre darei clareza ao que penso”, adiantou Requião, que lidera uma comitiva de senadores brasileiros além-mar.

Para Requião, não se pode mudar política econômica desenvolvimentista ‘votada’ por outra neoliberal ‘sem consulta’ e autorização popular. “A eleição resolve isso”, opinou.

O colegiado conjunto – europeu e latino — deverá emitir nesta terça uma moção contrária ao golpe parlamentar, jurídico e midiático no Brasil. Será mais um revés na diplomacia no governo interino de Michel Temer (PMDB), que segue isolado no plano internacional.

As senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), participaram hoje do Fórum de Mulheres do Eurolat, evento preparatório para a assembleia geral de amanhã no organismo. “Todas as intervenções foram no sentido de solidariedade à presidenta Dilma e condenação do golpe institucional no Brasil”, relatou a senadora paranaense.

Também participa da comitiva o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que, ao lado de Gleisi, em Lisboa, manteve conversações com Francisco Louçã, economista e dirigente do Bloco de Esquerda Português.

Fonte: http://www.esmaelmorais.com.br/2016/05/requiao-europa-e-america-latina-rejeitam-golpe-no-brasil/