Entidades de Magistrados, membros do Ministério Público, auditores, atuários e aposentados de todo o país contra a PEC 287/2016

captura-de-tela-2017-02-21-as-10-20-33NOTA PÚBLICA

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA, a Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público – CONAMP, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho – ANPT, a Associação Nacional dos Procuradores da República – ANPR, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – ANFIP, a Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho – ALJT, a Atuários Associados – ATUAS, a Associação Nacional do Ministério Público Militar – ANMPM, a Associação Nacional dos Aposentados, Deficientes, Idosos, Pensionistas e dos Segurados da Previdência Social – ANADIPS e a Auditoria Cidadã da Dívida, entidades de caráter nacional abaixo subscritas, representativas de Magistrados, membros do Ministério Público, auditores, atuários e aposentados de todo o país, vêm a público manifestar-se sobre a preocupante PEC 287/2016, o que fazem nos termos seguintes:

1. Como é de amplo conhecimento, o Governo Federal enviou ao Congresso mais uma reforma previdenciária (a terceira dos últimos vinte anos), desta vez ainda mais ampla e com a potencialidade de atingir direitos de extensos segmentos da sociedade, na iniciativa privada e no serviço público, inclusive os de caráter estratégico para o funcionamento do Estado brasileiro.

2. Inicialmente aprovada a admissibilidade da PEC, sem ressalvas, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, por força do amplo apoio da base congressual ao atual Governo, o Parlamento ainda não possibilitou a efetiva participação democrática e plural na discussão da proposta, inclusive para ouvir as entidades da sociedade civil, notadamente no que respeita às diversas inconstitucionalidades , inconsistências e impropriedades da PEC, nas perspectivas política e socioeconômica, o que se espera seja propiciado imediatamente.

3. Releva registrar, apesar da maciça campanha indevidamente veiculada pelo Governo Federal, contrariando o § 1o do Art.37 da CF, que só há déficit na Seguridade Social se se considerar, no cálculo, apenas as receitas advindas das contribuições sociais “stricto sensu”, incidentes sobre salários e afins , deixando-se de considerar , como tem feito o Governo, as receitas constitucionalmente obrigatórias e vinculadas ao Sistema Nacional de Seguridade Social, como as contribuições do PIS/PASEP, a CSLL, a COFINS e as decorrentes de concursos de prognósticos, o que tornaria a conta final superavitária, como demonstram diversos estudos.

4. Na mesma linha, benefícios que não possuem contrapartida de contribuições – e que, portanto, constituem-se em típica assistência social − vem sendo contabilizados indevidamente como itens de previdência social, de modo a inflar artificialmente o déficit no sistema previdenciário. É o caso, por exemplo, da assim chamada “Previdência Rural” e dos benefícios de aposentadoria por tempo de serviço rural conferidos pela Constituição de 1988. Se é certo tratar-se de benefício social fundamental, que deve ser integralmente mantido nos termos da Constituição, também é certo que se trata de benefício claramente assistencial e não previdenciário.

5. Por outro lado, ainda que tal déficit existisse, haveria evidente contradição entre o discurso do Governo e a recente aprovação da EC 93/2016 (desvinculação das receitas da União – DRU), que retira 30% da receita de contribuições do sistema previdenciário cerca de 110,9 bilhões de reais/ano, segundo dados do próprio Senado. Nesse sentido, é insustentável falar em déficit da Previdência e manter a incidência da DRU sobre qualquer fração das receitas previdenciárias existentes hoje ou a qualquer tempo, valores desvinculados esses que se prestam a pagar juros de dívida.

6. Não há, outrossim, quaisquer preocupações aparentes da PEC 287/2016 no que diz respeito: (1) às dificuldades de (re)inserção no mercado de trabalho por idade; (2) ao alto grau de informalidade (a gerar crescente sonegação fiscal, com prejuízo médio de 500 bilhões de reais por ano); (3) ao número recorde de acidentes do trabalho, colocando o país na 4a posição mundial; (4) ao alarmante número de mortes e mutilações no trânsito; e (5) ao estresse e às mortes causadas pela violência urbana e

rural – todos estes, ao mesmo tempo, impactantes e impactados por quaisquer mudanças nos rumos das políticas de proteção social, em qualquer lugar do mundo.

7. Entre as mais regressivas medidas propostas pela PEC 287/2016, a prejudicar toda a sociedade brasileira, citem-se, como inadmissíveis e inegociáveis, (a) a arbitrária supressão dos regimes de transição em detrimento de quem, já estando vinculado a um regime de previdência pública, tenha menos de 45/50 anos à época da promulgação da emenda, adotando lógica própria dos seguros privados, em afronta aos princípios de isonomia e de solidariedade previdenciária e os próprios direitos em formação de quem já havia sido colhido pelas EC 20/1998 e 41/2003; (b) a igualação das idades mínimas de homens e mulheres para a aposentadoria, esquecendo-se da condição real da mulher, ainda hoje desprivilegiada no mercado de trabalho; (c) a redução das pensões, apesar dos cortes já sofridos por ocasião da EC 41/2003, proibindo-se a sua acumulação com aposentadorias; (d) a retirada do caráter público dos fundos complementares de previdência dos servidores públicos, sujeitando-os à privatização pura e simples; (e) a mudança, para pior, das regras de abono de permanência e da fórmula de cálculo do salário-de-benefício dos segurados; e assim sucessivamente.

8. As medidas de iminente redução de direitos fundamentais no âmbito do RGPS e dos RPPS’s estão em franca colisão com princípios e garantias inerentes à Constituição de 1988 e aos tratados internacionais de que o Brasil é signatário, como o da separação de Poderes, o da isonomia, o da proibição do confisco, o da não-discriminação, o da progressividade e da proibição do retrocesso social. Além disso, os custos sociais de tais medidas levarão à progressiva desproteção de cidadãos dignos, servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, que cumpriram suas obrigações, alimentaram legítimas expectativas desde o seu ingresso nos respectivos regimes de Previdência e devem ter seu acesso ao seguro social mantido em plenitude.

9. Por fim, considerando-se que o Tribunal de Contas da União aprovou recentemente a realização de uma auditoria sobre as contas gerais da Previdência, sob a relatoria do Ministro José Múcio, com a finalidade de informar a sociedade sobre a veracidade dos números da Previdência Social (Despacho do Presidente do TCU, Ministro Raimundo

Carreiro, de 16.1.2017), é também necessário que os parlamentares aguardem a divulgação desses dados finais, antes de qualquer deliberação definitiva em torno da PEC 287/2016.

10. À vista de tantas razões, as entidades subscritoras servem-se desta nota para denunciar publicamente os retrocessos praticados pela PEC 287/2016; para chamar à mobilização a sociedade civil organizada e a população em geral; e para convidar os Srs. Parlamentares a refletirem sobre a condição de proteção social que esperam legar às atuais e futuras gerações de brasileiros. Previdência que não protege é imprevidência social. Não à PEC 287/2016!

Brasília, 02 de fevereiro de 2017.

Germano Silveira de Siqueira – Presidente da ANAMATRA

Jayme de Oliveira – Presidente da AMB

Norma Angélica Reis Cardoso Cavalcanti – Presidente da CONAMP

Angelo Fabiano Farias da Costa – Presidente da ANPT

José Robalinho Cavalcanti – Presidente da ANPR

Vilson Antônio Romero – Presidente da ANFIP

Hugo Cavalcanti Melo Filho – Presidente da ALJT

Marília Castro –  Diretora da Atuas

Clauro Roberto de Bortolli – Associação Nacional do Ministério Público Militar – ANMPM

Nery Júnior –  Diretor Executivo da ANADIPS

Maria Lúcia Fattorelli – Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida

BAIXE O ARQUIVO AQUI E COMPARTILHE: NOTA PÚBLICA

O efeito mais triste do golpe: Banco Mundial prevê explosão de pobreza no Brasil

salgado-dispute-between-serra-pelada-gold-mine-workers-and-military-police-brazil-19862

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Foto: Sebastião Salgado, o fotógrafo mais famoso do Brasil, conhecedor dos problemas sociais do país, um homem de esquerda e admirador de Lula. A foto mostra o conflito entre trabalhadores de Serra Pelada e a polícia militar, em 1986)

 

Efeito tragicamente irônico do golpe. Os mesmos que são contra o bolsa família agora terão de pagar, via impostos, muito mais bolsas famílias, por causa do aumento da pobreza, ou então lidar com um aumento da miséria absoluta para níveis recordes.

***

Bando Mundial: Brasil terá ao menos 2,5 milhões de ‘novos pobres’ até o fim do ano

Estudo inédito do Banco Mundial aponta que o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim deste ano. Denominados de “novos pobres” pela instituição internacional, porque estavam acima da linha da pobreza em 2015 e já caíram ou cairão abaixo dela neste ano, eles são na maioria adultos jovens, de áreas urbanas, com escolaridade média e que foram expulsos do mercado de trabalho formal pelo desemprego.

Se quiser estancar o crescimento da pobreza extrema aos níveis de 2015, base mais atual de dados oficiais sobre renda, o governo terá que aumentar o orçamento do Bolsa Família este ano para R$ 30,4 bilhões no cenário econômico mais otimista e para R$ 31 bilhões no quadro mais pessimista, aponta relatório do Banco Mundial. Para 2017, o programa de transferência de renda tem R$ 29,8 bilhões garantidos.

Como o benefício do Bolsa Família varia conforme a composição familiar, número e idade dos dependentes, presença ou não de gestantes, entre outros aspectos, os técnicos da instituição internacional fizeram uma análise complexa para estimar o ajuste necessário no programa. Segundo as projeções, de 810 mil a 1,1 milhão de famílias serão elegíveis para receber o benefício este ano, o que demandará o orçamento adicional calculado.

Por meio de simulações, o relatório projetou a taxa de pobreza extrema no país, calculada em 3,4% em 2015, com e sem o incremento no Bolsa Família. Se o programa não aumentar, aponta o Banco Mundial, a proporção de brasileiros em situação de miséria subirá para 4,2% este ano no cenário otimista e para 4,6% no pessimista. Caso a cobertura seja ampliada, conforme recomendado, a taxa terá um leve crescimento para 3,5% e 3,6%, nos dois quadros econômicos traçados.

por maissuas Postado em Post

Coletivo de trabalhadores de São Paulo rechaça Programa Criança Feliz no COMAS SP

suasspO Conselho Municipal de Assistência Social (COMAS) da Cidade de São Paulo vai discutir o programa Criança Feliz nas Comissões de Políticas Públicas e de Finanças e Orçamento no dia 16 de fevereiro de 2017.  O programa será apresentado aos conselheiros com o intuito de aprovação dessas comissões, que irão se posicionar sobre a aprovação ou não do programa, e enviarão esse posicionamento para a Plenária do dia 23.02.

Inspirados nos trabalhadores do SUAS de Campinas, o Coletivo de servidores públicos municipais em defesa do SUAS de São Paulo protocolaram  MANIFESTO PÚBLICO CONTRA O PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA (CRIANÇA FELIZ) NO ÂMBITO DO SUAS no dia 13.02. A ideia é lutar e pressionar para esse retrocesso não ser aprovado!

Como forma de ampliar a pressão, o Coletivo solicita apoio de movimentos sociais, núcleos de pesquisa, associação de trabalhadores, usuários, etc…

O MAIS SUAS apoia integralmente o Coletivo de servidores públicos municipais em defesa do SUAS de São Paulo!!

Leia o Manifesto clicando aqui e envie seu apoio (nome – cidade/estado) para o email: 
defesasuas@gmail.com

A luta é de todos! Juntos somos fortes!

#avantesuas #foragolpistas #nãoaocriançafeliz

“Criança Feliz” é um retrocesso, alertam trabalhadores da assistência social

PEC 241 vai retirar mais de R$ 800 bi da área

Wallace Oliveira
Belo Horizonte, 28 de Outubro de 2016 às 14:35
Programa Criança Feliz foi lançado pela primeira-dama Marcela Temer, que nunca trabalhou com assistência social - Créditos: Lula Marques / AGPT
Programa Criança Feliz foi lançado pela primeira-dama Marcela Temer, que nunca trabalhou com assistência social / Lula Marques / AGPT

 

O programa Criança Feliz, do governo não eleito de Michel Temer (PMDB), vai gerar um retrocesso na profissionalização e reconhecimento dos direitos sociais. É o que diz a Frente em Defesa do Suas e da Seguridade Social, coletivo formado por trabalhadores/a, usuários e estudiosos da assistência social no país. 

O programa, de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS), foi lançado no início do mês pela primeira dama Marcela Temer, que nunca trabalhou na área. “Meu trabalho será voluntário para sensibilizar e mobilizar setores da sociedade em torno de ações que possam garantir a melhoria na vida das pessoas”, disse, em cerimônia de lançamento.

O foco é atender a gestantes, crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e crianças de até 6 anos atendidas pelo Benefício de Prestação Continuada ou afastadas do convívio familiar por aplicação de medida de proteção. O atendimento consistirá em visitas com aconselhamentos às famílias, realizados por visitadores, cada um responsável por 30 domicílios. O visitador poderá acionar a rede de proteção social, caso identifique algum problema. 

“Somos contra o Criança Feliz porque ele sobrepõe ações que já são executadas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), padronizados em âmbito nacional. Além disso, nos preocupa o fato de que o trabalho seja feito pelo voluntariado, numa perspectiva assistencialista, e não por trabalhadores formados e remunerados, que integrem o Sistema Único da Assistência Social (SUAS)”, critica a gestora pública e assistente social Maria da Páscoa Andrade. 

Recursos

O governo tenta aprovar no Congresso a PEC 241, que vai acabar com os investimentos na área social pelos próximos 20 anos. Para a Frente, isso faz com que as políticas sociais deixem de ser reconhecidas como direitos dos cidadãos e passem a ser tratadas como favores, que podem ser negociados. 

“Significa o retorno a um Brasil no qual, em época de eleições, o remédio e a cesta básica era uma moeda para compra de votos. Mostrar que os pobres têm direitos como saúde, trabalho, educação, transporte de qualidade, o atendimento do CRAS, é um avanço. Em áreas rurais, por exemplo, o trabalho forçado diminuiu, as crianças não ficam em casa para servir de mão de obra barata, mas vão para a escola. Com o voluntariado, isso tudo fica incerto”, afirma o assistente social do governo do estado Leonardo Kouri Martins.

PEC 241 ameaça SUAS 

O Sistema Único da Assistência Social conta com uma rede pública-estatal de mais de 10.000 centros de referência básicos e especializados (CRAS, CREAS e Centros POP) e 18 mil entidades e organizações. Anualmente, mais de 1,9 milhão de famílias são acompanhadas, assistidas e apoiadas pelas equipes. Atualmente, 4,2 milhões de beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e 13,9 milhões de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família recebem repasses por esse sistema. 

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta que, caso o Congresso aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, a assistência social pode perder R$ 868 bilhões, mesmo se a economia brasileira voltar a crescer. “Em BH, por exemplo, nós temos 34 CRAS, mas são necessários pelo menos 70. Então, é necessário expandir essa política, precisamos de mais recursos, e não de redução do que já tem para trazer voluntários como prática de Estado”, alerta o historiador Márcio Caldeira, integrante do Fórum de Sociassistenciais de Belo Horizonte.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2016/10/28/crianca-feliz-e-um-retrocesso-alertam-trabalhadores-da-assistencia-social/index.html

Damismo descarado anuncia o massacre dos direitos sociais

Marcela Temer, esposa do presidente golpista, reuniu na última quinta-feira (9/2) damas esposas de governadores, bem como vice-governadoras, no melhor estilo clube da luluzinha, para um encontro no Palácio Alvorada, em Brasília. Fez um apelo para as damas apoiarem regionalmente a implantação do Criança Feliz (não está sendo fácil como eles pensavam). Pediu engajamento, falou que era semente que está sendo plantada, blá, blá, blá, blá, blá, blá….

primeiras-damasComo era de se esperar houve palestras de especialistas na área de assistência a crianças e um régio almoço com todas as participantes, tudo pago com o dindin público.

A Dama esbanjou um super orçamento, tirado dos serviços socioassistenciais, para um programa de cunho inteiramente politiqueiro, caracterizando uma clara superposição de ações, um desrespeito ao sistema de proteção social do país, e que faz rememorar os tempos idos e vencidos (nem tanto, ao que parece) onde a caridade, a ‘preocupação’ com crianças pequenas é algo do mundo feminino, é matéria de responsabilidade de esposas de políticos em cargo de gestão.

Execrável, para dizer o mínimo, resta fazer o registro e chamar estados e municípios, chamar o controle social a dizer NÃO, a lutar para impedir que o desmonte se estabeleça de uma forma tão tosca por um caminho tortuoso e injusto: onde são deixados de lado os direitos sociais, as políticas públicas e são enaltecidas a compaixão, benevolência e indulgência das damas magnânimas.

#fotagolpista #nãoaoprimeirodamismo #politicasocialépraquementende

BOLSA Marisa Letícia da Silva

captura-de-tela-2017-02-10-as-10-23-08O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO)  lançou a bolsa Marisa Letícia da Silva, que ofertará *100 vagas com 100% de desconto* em qualquer um dos quatro cursos de especialização que estão sendo oferecidos pelo Conselho *para mulheres de todas nacionalidades*. Os cursos são em Políticas Públicas e Justiça de Gênero; Políticas Públicas para a Igualdade na América Latina; Epistemologias do Sul; e Direitos Humanos e Estudos Críticos do Direito.

Das 100 bolsas oferecidas, 50 serão disponibilizadas prioritariamente para mulheres brasileiras que exerçam função de docente ou de pesquisadora e mulheres que demonstrem dificuldades financeira para pagar o curso também terão prioridade.

Para mais informações, acesse o link:

http://www.clacso.org.ar/difusion/Becas_Marisa_Leticia_Lula_da_Silva/beca_portugues.html

por maissuas Postado em Post

RENÚNCIA NA PRESIDÊNCIA DO CEAS ALAGOAS EXPÕE O DESRESPEITO AO CONTROLE SOCIAL EM NOME DO PROGRAMA CRIANÇA FELIZ

Leia a carta na íntegra

CARTA RENÚNCIA À PRESIDÊNCIA DO CEAS ALAGOAS

Venho por meio desta, apresentar minha renúncia à presidência do Conselho Estadual de Assistência Social de Alagoas – CEAS AL e prestar os devidos esclarecimentos aos companheiros que me acompanham ao longo de uma jornada de mais de 20 anos nessa militância social. 

Em reunião plenária do CEAS AL de 15 de dezembro de 2016, este colegiado deliberou pela não aprovação do programa Criança Feliz no Estado de Alagoas, por entender que o mesmo “não traz qualquer inovação à política de assistência social, cuja construção tem seu delineamento oficial, iniciado na Constituição de 1988, e ainda favorece a possibilidade de retorno a abordagens de caráter disciplinador e de controle dos pobres, com reforço de papéis tradicionais que aprofundam as desigualdades de gênero e as práticas de comportamentos violadores de direitos no contexto familiar, resvalando no retorno ao assistencialismo e à filantropia” (Resolução n.27/2016 publicada no Diário Oficial do Estado de Alagoas de 31 de dezembro de 2016). Essa deliberação aconteceu em reunião ordinária deste conselho com quórum qualificado, sendo garantida ampla discussão de todos os segmentos que compõe esse colegiado: gestores, trabalhadores e usuários.

Contudo, o órgão gestor inconformado com a posição do CEAS apresentou contestação e solicitou ao pleno do CEAS uma nova avaliação. Esta reunião de contestação contou com o suporte da coordenadora da proteção social básica da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) que fez uma defesa do programa, sem, contudo, se desvencilhar do conteúdo subjacente do Decreto Presidencial nº 8.869/2016 (que remete ao assistencialismo, ao primeiro damismo e desprofissionalização no SUAS), apresentando-o como a prioridade do SUAS e informando que, independente da posição do CEAS, a SNAS iria realizar as ações de responsabilidade do estado, num claro descaso ao controle social local. Com a totalidade de conselheiros presentes a esta nova reunião, ocorrida em 9 de fevereiro de 2017, inclusive com presença integral dos representantes governamentais, algo inédito nas reuniões ordinárias do CEAS, foi feito o aceite ao Programa Criança Feliz pela plenária, revogando uma resolução legítima deste CEAS. 

Parte dos conselheiros presentes declarou que apesar de não estar de acordo com o programa se viam compelidos a votar devido a posição dos gestores dos órgãos e entidades que representam. Assim, o Programa Criança Feliz foi acatado, revogando-se a deliberação anterior, abrindo um precedente ímpar na desconstrução do controle social que, a partir de então, fica refém dos interesses do órgão gestor, fragilizando sua autonomia e independência.

Ressalto que não considero esse que isso faça parte do exercício democrático, pois só há democracia quando há liberdade.

Mas o que me causou maior tristeza foi o fato de que dos conselheiros presentes, quase dois terços eram profissionais de serviço social, que mesmo diante do posicionamento contrário do Conselho Regional de Serviço Social e do Fórum de Trabalhadores do SUAS não esboçaram nenhuma resistência. Alguns de fato em situação muito delicada, pois colocariam em risco seu próprio emprego, contudo, outros fizeram uma firme defesa desse programa, instrumentalizando a gestão para o alcance desse objetivo.

Assim sendo, após mais de 20 anos de militância voluntária no controle social dessa política pública, restou a única alternativa digna nesse momento que foi a renúncia à presidência do CEAS pois não conseguiria chancelar o desmonte do SUAS no Estado e o triunfo do primeiro damismo. Agradeço aos conselheiros que foram parceiros nessa caminhada, ao assessor técnico do CEAS, aos pesquisadores da área da assistência social da Universidade Federal de Alagoas, ao Fórum de Trabalhadores do SUAS e ao Fórum de Usuários do SUAS.

Parafraseando Darcy Ribeiro “Fracassei em tudo o que tentei na vida…mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”

Ana Lúcia Soares Tojal – Assistente Social

Conselheira de Conselho Estadual de Assistência Social de ALAGOAS

por maissuas Postado em Post

Você tem diploma para ser anjo da guarda? Agora precisa para trabalhar no SUAS dos golpistas.

O programão Criança feliz, do Ministro golpista Osmar Terra, foco principal do Ministério MDS(A), está se desenvolvendo no país com “capacitações regionais” dos chamados visitadores sociais do programa.

Pelas próprias palavras, o Ministro golpista informa que os visitadores devem se comportar como “anjos da guarda” que acompanham as crianças desde que elas estão “na barriga da mãe”…e por aí vai.

A que ponto chegamos?!? Como se pode desrespeitar tanto assim um Sistema construído a tantas mãos por todo o país?!

O Mais SUAS tem até embaraço em socializar este link, mas é importante que se escute pelo próprio mentor (o programa é de gabinete, planejamento de golpista) sobre esta fraude revestida de pretensa política pública.

Não se deixe enganar!

#vivaosuas #assistênciasocialpublica #reagecnas #nenhumdireitoamenos

Militantes, pesquisadores, ex-gestores e gestores do SUAS lembram e saúdam a vida de D. Marisa.

Fonte: Aldrin Figeuiredo (Facebook)

Fonte: Aldrin Figeuiredo (Facebook)

 

 

 

 

 

 

 

 

arletesite Discrição, simplicidade, dedicação, amizade… Assim era D. Marisa. Sempre presente e solidária às lutas do nosso povo. Homenageá-la é manter o nosso compromisso de luta. Marisa, presente!
Arlete Sampaio / DF
simonesite Marisa não foi daquelas damas que nós estamos acostumados a encontrar na historia da Assistência Social brasileira. Marisa nunca tratou os pobres como coitadinhos ou como aqueles que não sabem cuidar de suas crianças pequenas, por isto precisa que a prefeitura visite as famílias pobres toda semana pra lhes ensinar a como cuidar de seus filhos. Marisa não promoveu encontro de damas para implementar a face caridosa do Estado. Marisa Lula da Silva não trocou votinho por saquinho de areia. Sua postura criou ambiência para construção do maior sistema de proteção social do mundo: O SUAS. À D. Marisa Letícia, a nossa homenagem.
Simone Albuquerque/MG
norasite Marisa, Mulher, companheira, mãe, cidadã que sonhou e apoiou muitas lutas, que venceu grandes batalhas, sempre presente ao lado do companheiro. Siga com o dever cumprido, nós seguiremos fortes na luta: adelante!
Aldenora González/AP
resite Dona Marisa merece todas as nossas homenagens, sobretudo por ter nos mostrado a diferença ética entre vida pública e vida privada ao não se render ao primeiro-damismo tão caro às nossas politicas públicas.  Marisa,  presente!
Renato de Paula/GO
zesite Amiga, companheira, solidária, mulher, mãe, avó, esposa, reservada e comprometida com projetos visionários, esta é Dona Marisa Silva. Reunia competências necessárias para cumprir suas funções públicas e do lar! Sua passagem deixa registrado, na história brasileira, marcas profundas de honestidade, simplicidade e de lutas em prol da justiça e igualdade social.
José Crus/MG
margasite O sonho não acabou, mesmo você tendo partido. Nós daremos continuidade a tudo que você plantou. Fique em paz!
Margareth Alves Dallaruvera / RJ
valerisite Mulher, Operária, Mãe, Militante e Primeira Dama do Brasil por oito anos : Marisa Letícia Lula da Silva. Quanta honra ter vivenciado de perto esse período que estivestes Primeira Dama, sem nunca querer pra si o papel do “Primeiro Damismo”. Por isso fez tanta diferença para a história desse País. Dia 2 de fevereiro, dia de Yemanjá e daqui pra frente também será dia de luta em homenagem a essa guerreira. Viva D. Marisa!
Valéria Gonelli/SP
rosisite Dona Marisa mulher simples, forte e que nunca abandonou a luta! Está em meio aos justos! Não passarão! Marisa, presente, presente, presente!
Rosilene Rocha/MG
anasite Marisa Guerreira representa a coragem e a força das mulheres  brasileiras. Nós que construímos  o SUAS público, universal e republicano no governo do presidente Lula, homenageamos  Marisa Letícia com um particular respeito pela sua negação e ruptura  com o tradicional primeiro damismo na assistência  social.
Ana Lígia Gomes/DF
valdtesite D. Marisa meu respeito a você, que deixa um legado de luta e lealdade com a construção de uma sociedade  libertária, tão urgente e necessária. Nosso reconhecimento pelo importante papel que desempenhou  para o Brasil.
Valdete de Barros Martins/MS
marciap Dona Marisa, nós os militantes, usuários, trabalhadores, pesquisadores e entidades de assistência social, corpo vivo da política de Assistência Social, lhe agrademos a quebra do circulo patético de primeiras damas conduzindo-a desde a era Vargas. A Sra. a respeitou como pública, participativa, sob o comando do Estado, como deve ser desde a Constituição Federal de 88. Nos orgulhamos de sua postura e juntos lutaremos para que a história lhe faça jus por esse grande feito inovador. Envie forças para que continuemos na luta junto com o nosso comandante maior.
Marcia Maria Biondi Pinheiro/MG
ltsite Faz história quem quebra paradigmas: mulher de fibra e guerreira que não precisou montar programinhas pra inglês ver só porque era a primeira dama. Combativa, brilhou com sua luz própria e deixou cidadania como legado. Fique em paz!
Luziele Tapajós/SC

 

Márcia Lopes (ex-Ministra do MDS) presta homenagem à D. Marisa

ml_fotor“Tive a honra de conhecer a Marisa e conviver em várias situações, muito antes dela ter se tornado esposa de Luis Inácio Lula da Silva, presidente da República. E sempre, apesar de sua discrição, vi uma mulher determinada e convicta da opção política e das possíveis consequências disso.

Vivendo um dia profundamente triste, minha homenagem à querida Marisa é relembrar aqui, algumas mensagens marcantes de sua sensibilidade e compromisso com o país que ela tanto amou. Antes, e depois vivendo em Brasilia, ela costumava dizer:

‘Não me conformo de ver essas mulheres e crianças vivendo nas ruas de São Paulo: o que fazer?’

‘Acho incrível como vocês sabem fazer tantos projetos pra atender o povo pobre desse país, sempre tão massacrado. E como chegar em cada lugar?’

‘Vocês são os técnicos que entendem e sabem executar os programas sociais. Eu só posso apoiar e ajudar no que precisar. E só sei que o Lula e eu temos que acabar com a fome primeiro. Depois, vem o resto.’

Jamais essa primeira dama pensou em reproduzir o tal primeiro damismo! E  ficava muito feliz quando telefonava pra dizer que tinha recebido objetos para o leilão do Fome Zero…feliz porque poderia apoiar com recursos financeiros, de alguma forma, a luta contra a pobreza, contra a fome. 

Marisa sempre foi muito maior do que aparentava. Discreta mas determinada e com posições firmes, conduziu a muitos e, principalmente, defendeu o projeto do país que sonhamos, com toda sensibilidade e indignação. Uma esposa de presidente que jamais permitiu o primeiro damismo como conveniência política.  

Salve Marisa! Obrigada por sua estrela que vai sempre nos iluminar e nos fortalecer. Vai em paz! Fique em paz!”

Márcia Lopes
Ex- Ministra do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome  

img_0540-1