Aumenta a adesão de Juízes a manifesto contra a reforma trabalhista de Temer

20 ministros do TST e 1,5 mil Juízes do Trabalho assinaram manifesto contra retirada de direitos trabalhistas

Mais de 1,5 mil Juízes do Trabalho assinaram manifesto lançado no início deste mês por ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra reforma trabalhista de Temer. Clique aqui para ler o manifesto.

Não é segredo para ninguém que, em época de crise, a classe trabalhadora forma o grupo mais fragilizado de uma população. O desemprego aumenta e sobra mão de obra, o que diminui a capacidade dos/as trabalhadores/as organizados fazer pressão por aumento de salário e melhoria nos benefícios. Com menos dinheiro no bolso e com a inflação corroendo o orçamento doméstico, fica difícil até botar comida na mesa. E para piorar, a perspectiva dos desempregados encontrar colocação no mercado de trabalho costuma ser pequena.

Por mais difícil que possa parecer, é justamente nesse momento dramático para os/as trabalhadores/as que os reacionários fazem de tudo para tirar direitos, desregulamentar a Legislação Trabalhista, facilitar a demissão em massa, reduzir benefícios e ampliar a terceirização que precariza as relações de trabalho.

É isso que Temer e sua equipe querem fazer. É isso que, infelizmente, o atual presidente do TST, o ministro Ives Gandra Martins Filho, defende. O ministro, aliás, usa a argumentação da fragilidade da classe trabalhadora de forma torta, para defender medidas que tiram direitos duramente conquistados.  Ives Gandra teve a desfaçatez de dizer que a crise fragiliza as empresas tanto quanto os trabalhadores e por isso é preciso fazer reformas.

O manifesto dos ministros do TST contra mais essa perversidade de Temer é um alento para a classe trabalhadora. Acredito que há esperança para os trabalhadores e as trabalhadoras quando 20 dos 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho assinam um manifesto onde dizem que “é preciso esclarecer a sociedade que a desconstrução do Direito do Trabalho será nefasta sob qualquer aspecto: trabalhista, econômico, social, previdenciário, segurança, político, saúde pública, entre outros tantos aspectos”. É importante, também, ressaltar, que esses 20 ministros são contrários à posição do presidente do Tribunal, que defendeu o retrocesso.

Para os ministros e juízes progressistas, em época de crise “torna-se essencial uma reflexão sobre a importância dos direitos, em particular os sociais trabalhistas”.

Tenho certeza de que, com o apoio desses ministros e juízes, com muita organização, mobilização e capacidade de pressão vamos impedir retrocessos.

Os trabalhadores e as trabalhadoras do campo e da cidade precisam ficar atentos à toda movimentação dos golpistas, ligados nas informações publicadas nos sites dos sindicatos e da CUT e se manter organizados e mobilizados. Se a proposta de Temer for encaminhada ao Congresso Nacional os riscos de retrocesso e perda de direitos serão enormes e teremos de mostrar nossa capacidade de enfrentamento e luta.

O companheiro Valeir Ertle, da Secretária Nacional de Assuntos Jurídicos da CUT , lembra que nossa central via entrar junto com a Anamatra na ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a decisão do governo interino de reduzir os recursos da Justiça do Trabalho.

Entre tantos retrocessos prejudiciais à classe trabalhadora, Temer também quer inviabilizar a Justiça do Trabalho. E tenta fazer isso desmontando a Justiça do Trabalho com corte de recursos. Detalhe: os demais ramos da Justiça não teve este corte drástico.

Leia matéria do Portal da Conjur sobre o apoio de mais de 1,5 mil juízes ao manifesto. Acompanhe este debate que mexe com a sua vida.

Fonte: https://vagnerfreitascut.wordpress.com/2016/06/29/aumenta-a-adesao-de-juizes-a-manifesto-contra-reforma-trabalhista-de-temer/

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por maissuas Postado em Post