Novo CNAS tome posse entre embaraços e desprestígio

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O que sempre foi a festa da democracia virou um ato formal constrangedor no (des) governo provisório.

Primeiro, vinha o Ministro Golpista dar posse aos novos conselheiros. Depois não vinha mais. Depois vinha de novo. A então não-Secretária Nacional, Maria do Carmo Carvalho não estava nomeada e não podia empossar. Afinal, que faria o ato de nomeação?

Enquanto isso, novos conselheiros alheios aos fatos e sem entender a grandeza daquela cerimônia, se misturavam às tímidas manifestações lendo os cartazes de folha A4, com a ordem do dia para sua luta: a defesa do SUAS e não ao retrocesso em curso. A Plenária ensaiou e demonstrou a insatisfação com palavras de ordem e vaias, porém insuficientes para assustar os golpistas, que em nada pareciam desconfortáveis naquele ambiente.

A cerimônia começou após encontrada a solução que o Secretário Executivo, Alberto Beltrame (aquele da saúde, que não tem a menor idéia do que é desenvolvimento social, proteção social ou SUAS) daria posse aos novos conselheiros. O que se viu foi uma cerimônia acanhada, quase triste, quando deveria ser uma festa. Um ato marcado pelo embaraço, vergonha, de ser empossado por golpistas e marcado também pelo desprestígio: Maria do Carmo Carvalho, Secretária Golpista presente ao Ato, não se fez presente à Mesa (ainda que fosse por polidez com o público) e não se dirigiu ao público presente, quase querendo afirmar que o controle social será peça descartável no arbitrário desgoverno #foratemer.

O Secretário Executivo Beltrame ainda aproveitou e tirou onda com os cartazes/mosquitos com frases de luta trazidos pelos conselheiros da sociedade civil ao receber seu diploma de conselheiro… e dizia rindo “fica com o seu para lá e eu com o diploma pra cá”.

A posse do CNAS (e a reunião trimestral com os CEAS) acabou por demonstrar a força dos golpistas, que viram que a defesa do SUAS não se expressou na sua potência. Não houve debate e muito menos resistência e, num ambiente de indiferença, os golpistas disseram ao que vieram.

O primeiro dia de CNAS, dia 07, ocorreu a reunião trimestral e foi apresentado o Plano Decenal II pela Profa. Maria Luiza Rizzotti. A ocasião propiciou uma sensação de “normalidade na surtada realidade golpista”, como disse um dos convidados, tendo sido menosprezada na sua importância pelos representantes do golpe, que pode ou não ter reverberações para o novo CNAS. O Ministro e a Secretária Nacional não compareceram e nem enviaram representação, tendo apenas o destaque da presença dos presidentes dos CEAS e CAS/DF, como já esperado.

Na posse, na tarde do dia 7, a Profa. Eleonora Cunha (UFMG) discorreu sobre o papel dos conselheiros no exercício do controle social e as atribuições do Conselho no contexto da democracia participativa, na tentativa de situá-los sobre a missão de defender e A Política Pública de Assistência Social e do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, especialmente o espaço conquistado de controle social, referência para os demais conselhos.

Nas palavras de um ex-conselheiro, que deixava o CNAS naquela data, “a posse e as palestras demonstravam uma sensação de tranquilidade do futuro que os espera, apesar dos desafios, como se não houvesse a ilegitimidade de um golpe em curso”.

É preciso, assim, que o novo CNAS, com conselheiros representantes do governo e da Sociedade Civil para o período de 2016 a 2018, tenham a exata noção da sua relevante missão, da luta que cada um, representando tanto, tem pela frente em defesa do SUAS, em defesa da Democracia e em defesa de milhões de brasileiros usuários da política de Assistência Social.

O MaisSUAS estima que esta nova gestão do CNAS faça sempre, a cada decisão, que a história se defina sempre para o lado dos direitos sociais, pelos usuários do SUAS, pelas entidades prestadoras de serviço e pelos trabalhadores sociais. Viva o CNAS!

E viva o SUAS: defendam o SUAS! 

#emdefesadoSUAS #maisSUASsemTEMER #vivaoSUAS #vivaoCNAS #democracia

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