DilmaPizza da casta jurídica e manobra parlamentar: o pau vai comer!

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Bem pior que 64, por Mino Carta

O golpe em andamento, de inspiração paraguaia e hondurenha, confere ao Brasil a condição de republiqueta e o atira a uma rota imprevisível

por Mino Carta — publicado 25/04/2016 04h09

Um filme intitulado Sem Evidências enfeitou a programação de uma HBO a cabo na noite de domingo 17 de abril de 2016. Mergulhei no enredo ao mudar ao acaso um canal para outro, enquanto a Câmara Federal rasgava impavidamente a Constituição para condenar a presidenta Dilma Rousseff sem provas do crime que lhe atribuía.

O filme é uma implacável metáfora do que acabava de acontecer diante dos olhos de milhões em êxtase e uns poucos vexados entre o fígado e a alma. História verdadeira, a do filme, remonta a 1993, quando três crianças de uma cidadezinha do Arkansas são estupradas e assassinadas e as autoridades locais escolhem de antemão os culpados, três jovens tidos como praticantes de rituais satânicos.

O mais velho, de 18 anos, veste-se de preto, tem cabelos compridos, lida com desembaraço com a língua e a ironia e não esconde sua curiosidade por demonologia. Outro, de 17 anos, padece de disfunções mentais. O terceiro, de 16 anos, é tímido e indefeso.

Todos se dizem inocentes, mas os donos do poder tomaram sua irrevogável decisão antes do processo, enfim realizado para sacramentar a decisão adrede tomada. Para tanto a polícia local colabora ativamente e transforma suposições em verdade factual, os promotores cometem irregularidades sem conta na instrução da demanda judicial e contam com um juiz desbragadamente parcial.

Os líderes da comunidade cuidam de elevar a 100 graus a ira popular. Conclusão: o mais velho dos réus é condenado à morte, os outros dois à prisão perpétua. Somente 18 anos depois, a Suprema Corte do Arkansas revê as sentenças, uma delas, à cadeira elétrica ainda não consumada, e recoloca os condenados em liberdade.

Ocorreu-me uma dúvida: quem programou Sem Evidências para o mesmo momento em que, sem evidências, a Câmara Federal condenava a presidenta legítima agiu de caso pensado ou conforme pauta definida com larga antecedência? Se sabia o que fazia, ofereceu a quantos sabem o que fazem uma parábola do episódio a se desenrolar, no mesmo instante, nesta nossa republiqueta tão parecida com uma cidadezinha do Arkansas.

Muitas dúvidas mais me assaltam. E ao sabor de dúvidas teço considerações. E pergunto aos meus atônitos botões se os discursos que ecoaram na Câmara Federal na noite de 17 de abril foram pronunciados, em aterradora maioria, por idiotas ou por hipócritas, excelentes nos dois casos? Ou seria por idiotas hipócritas, magníficos na simbiose? Não espero por resposta, não se faz necessária.

E em relação aos que ouvem e aprovam, em qual categoria catalogá-los? Idiotas ou hipócritas, simplesmente, ou habilitados a mesclar ambas as qualidades negativas? O espetáculo que conseguimos oferecer ao mundo exorbita na prova, esta sim indiscutível, de nossa condição de republiqueta das bananas.

Os autores do golpe, além de imitadores de ações idênticas levadas a cabo em 2006 em Honduras e em 2012 no Paraguai, alegam motivações que confiam cegamente na ignorância e na parvoíce da nação. Pasmem: e acertam, e levam, como CartaCapital temia na sua edição passada.
Somos o que somos, e é doloroso aceitar mais esta inegável evidência. Um paiseco do tamanho de um continente, destinado pela natureza para ser um paraíso terrestre, fica entregue à sua própria desgraça, algo assim como um suicídio coletivo.

Com a contribuição decisiva do evangelismo galopante, cada vez mais espalhado, a mostrar sua inevitável aliança à política do poder pelo poder, empenhada em promover boçalidade demente e a enterrar qualquer esperança de democracia.

Não faltarão os céticos, prontos a sustentar que democracia cabe no baú das velharias. Certo é que o golpe de 2016, a mostrar a nossa imaturidade para qualquer tentativa democrática e a fragilidade de quanto foi construída depois da saída do general Figueiredo pela porta dos fundos do Planalto, é muito pior, infinitamente mais assustador, do que o de 1964.

Abril de 64 não traiu a tradição, como sempre desfechado pela casa-grande para sustar no nascedouro um processo capaz de conduzir à demolição da senzala. Teve, paradoxalmente, o condão de excitar alguns espíritos nativos a formas de resistência e cultivar esperanças.

Hoje temos de constatar que ainda pagamos por aquele 1º de abril e que a chamada redemocratização foi uma farsa. Ainda é pouco em comparação com o preço a pagar pelo golpe de abril de 2016. Nada é previsível se não há como se apoiar naquela deplorável tradição. Sobram diversas, assombrosas incógnitas.

Se o assunto é a imprevisibilidade, não cabem incertezas, é óbvio, quanto à composição de um governo Temer. Candidatos óbvios, a rendição à vontade de Tio Sam, genuflexão ao deus mercado em proveito do desequilíbrio social e da punição do trabalho, o loteamento de bens brasileiros, a começar pela entrega do pré-sal às famigeradas Sete Irmãs.

Mas é nesta moldura que a névoa se alastra, bem como as dúvidas. Por exemplo. Como e quando acaba a Lava Jato? Sergio Moro prestou-se ao jogo, mas ainda se prestará? E que desfecho fica reservado para Eduardo Cunha? E para o calendário eleitoral? E o povo sofrerá com a resignação de sempre?

Acabamos de adentrar uma zona de intensa nebulosidade, talvez de inesperadas turbulências, e dentro dela nada nos reporta ao passado. Em uma situação nunca dantes navegada, claro está apenas e tão somente que a crise, muito mais profunda do que simplesmente econômica, mas antes social, política, moral, mental em um país à deriva, não se oferece a mais pálida possibilidade de arrefecimento, muito pelo contrário.

O golpe em andamento contém e expressa um trágico engodo, como o verbo dos conspiradores, dos arautos da casa-grande, dos falsos pastores de almas. O complô visava Lula como candidato em 2018, com o intuito de abater Dilma pelo caminho, e o obstáculo principal por ora permanece. A maior incógnita na crista das ondas é agora a sorte do favorito das próximas eleições. Apontam os barômetros para a instabilidade total.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/898/bem-pior-que-64

Fórum de Trabalhadores do SUAS realiza Seminário Nacional

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O Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS realiza o 4o. Seminário Nacional nos dias 15 e 16 de abril em Florianópolis SC .

O Tema será Participação Popular e Controle Democrático e contará com a participação da coordenação executiva do Fórum Nacional de Usuários.

O Objetivo geral do encontro é qualificar e fomentar a participação de usuários e trabalhadores para fortalecer o poder popular.

Os objetivos específicos são: Analisar o cenário político e seu limite no que tange a participação e controle democrático com enfoque na representação de usuários e trabalhadores SUAS; Fortalecer o espaço de representação e representatividade (divisão de grupos mistos) e construir estratégias de fortalecimento popular nos espaços de participação e controle democrático

 

PROGRAMAÇÃO: Data: 15 de abril de 2016 8h00 – Credenciamento

9h00 – Mesa de Abertura: FNTSUAS, FNU-SUAS, FETSUAS-SC

 9h30 – Mesa 1: Participação e controle democrático frente ao avanço do conservadorismo no Brasil

12h00 – Almoço
14h00 – OFICINAS: Representação e representatividade nos espaços de articulação

política e controle democrático.

– Oficina 01 – Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS
– Oficina 02 – Usuários do SUAS
– Oficina 03 – Usuários do SUAS e Trabalhadores e Trabalhadores do SUAS

16h00 – Intervalo

16h30 – Socialização das Oficinas

18h00 – Encerramento

Data: 16 de abril de 2016

8h00 – Mesa 2: Estratégias de fortalecimento popular nos espaços de participação e controle democrático

12h00 – Encerramento

Dep Raimundo Matos, o Sr. Nao nos representa!

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Deputado Raimundo Matos, como o Sr. pode ser credenciado como Presidente da Frente Parlamentar da Assistência Social na Câmara Federal e votar CONTRA o povo? CONTRA a democracia? Com o seu voto arrasou o seu legado de defensor das causas sociais e dos direitos sociais de uma vez só.
Os VOTOS da Assistência Social saberão escolher, no futuro, um representante que honre a nossa luta e as nossas conquistas tão duramente alcançadas.

O MaisSUAS e toda a rede da Assistência Social não esquecerá, Deputado, este gesto de arbitrariedade, de golpismo, de virar as costas para a história e condenar o que não foi julgado e nem evidencaido como crime.

O SUAS não esquecerá!

O Mais SUAS não esquecerá.

A Assistência Social não esquecerá!

A História não esquecerá!

Pedimos aos companheiros usuários e trabalhadores do Ceará para espalhar este cartaz nas redes sociais, nas comunidades, nas unidades, nos CRAS, nos CREAS, nos Centros Pop, e em todas as unidades para este ato não passar em branco. Pedimos que mostrem quem é contra a democracia!

Golpe NUNCA MAIS! E nem golpistas!

Ingredientes de um golpe parlamentar

seg, 11/04/2016 – 10:00

Ingredientes de um golpe parlamentar

por Beatriz Vargas Ramos e Luiz Moreira

O Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentou defesa da Presidenta Dilma Roussef à Comissão deimpeachment, na Câmara dos Deputados. A peça de defesa é uma resposta integral e detalhada às acusações que constituem o objeto do processo de impedimento. Nela, é feita a análise profunda e esgotante dos dois motivos em que se baseia a decisão de instauração do processo contra a Presidenta da República, a saber:

I) a edição, entre 27 de julho de 2015 e 20 de agosto de 2015, de seis decretos não numerados responsáveis pela abertura de créditos suplementares, supostamente sem autorização legal;

II) o atraso, em 2015, no pagamento ao Banco do Brasil das subvenções relativas ao “Plano Safra”, impropriamente conhecido como “pedalada fiscal”.

No recebimento do processo de impeachment, o despacho de Eduardo Cunha circunscreve a acusação a essas duas situações, ou seja, Dilma é acusada de ter cometido essas duas infrações e deve responder apenas por elas.

Esse esclarecimento é fundamental, porque dá a dimensão exata do que está em julgamento no processo de impeachment.

Dilma não é acusada de ter cometido crime de corrupção, não responde por desvios de recursos, por enriquecimento ilícito, por sonegação tributária, por manter contas no exterior, por lavagem de dinheiro, ou por participação em associação criminosa, ou ainda por recebimento de propina e doações ilegais.

Portanto, não existe nada além da expedição dos decretos e dos atrasos nos repasses ao Banco do Brasil, no âmbito das subvenções do “Plano Safra”. Desse modo, a Presidente Dilma Roussef não é sequer indiciada ou investigada em nenhuma operação policial, como também não figura como ré em nenhuma ação penal.

Por absoluta ausência de condições reais para envolver a Presidenta em narrativas criminais bombásticas, restou aos denunciantes e à Eduardo Cunha se agarrarem à única ofensiva possível, qual seja, a tentativa de converter os dois motivos que sobraram da denúncia em “crime de responsabilidade”.

Outro esclarecimento: para a instauração do processo de impeachment não basta a existência de irregularidades ou mesmo a atribuição da prática de alguns ou de qualquer um dos chamados crimes comuns. É preciso que o fato constitutivo do processo corresponda à definição legal de crime de responsabilidade.

Essa é a condição sem a qual não poderá haver processo de impedimento.

Por isso mesmo é que o ato de recebimento da denúncia somente se fez possível como decorrência de um juízo de valor, segundo o qual a edição dos decretos e o atraso no pagamento das subvenções constituem atentado à Lei Orçamentária.

Na falta de elementos fáticos, reais e concretos, para construção de uma versão indicativa de alguma outra categoria constitucional de crime de responsabilidade – uma daquelas previstas no art. 85, incisos I, II, III, IV, V e VII, da Constituição da República –, a denúncia lançou mão de “pedaladas” e decretos de abertura de crédito suplementar para articular uma narrativa acusatória baseada numa interpretação valorativa insustentável, desde o plano da análise abstrata das condutas descritas no art. 10, itens 4 e 6, da Lei nº 1.079/50.

Para tanto, foi preciso criar confusão entre dois conceitos jurídicos distintos, violação da Lei de Responsabilidade Fiscal e atentado contra a Lei Orçamentária.

O erro da denúncia se repetiu na decisão de seu recebimento e foi chancelado pelo Deputado Jovair Arantes, relator da Comissão Especial do impeachment e, nessas condições, pode se reproduzir na votação em plenário da Câmara dos Deputados. Jovair Arantes foi ainda além e classificou os atrasos no repasse das subvenções do “Plano Safra” em norma que não foi sequer recepcionada pela Constituição de 1988 (art. 11, item 3, da Lei nº 1.079/50).

Seu relatório não enfrenta e nem supera os argumentos da defesa, não indica o dispositivo da LOA que teria sido violado por ato da Presidenta da República, despreza o exame do dolo – como vontade e intenção deliberada de atentar contra a Lei Orçamentária – e dos demais elementos que deveriam orientar a conclusão quanto à tipicidade abstrata das condutas imputadas na denúncia.

Pior, o relatório inova e surpreende a defesa, porque ultrapassa os limites demarcados no ato de recebimento da peça inicial do processo, avança sobre matéria estranha ao objeto da acusação, alonga-se em considerações sobre meras suposições, sem nenhum embasamento probatório – como é o caso da delação de Delcídio Amaral. Numa palavra, Arantes introduz em seu relatório acusações que não estão presentes na peça recebida por Eduardo Cunha e não faculta à Dilma Rousseff a ampla defesa, com o que viola flagrantemente o devido processo legal.

Como estratégia do golpe parlamentar em curso, a configuração do crime de responsabilidade se converte em mero detalhe processual.

Esse processo de impeachment é viciado, porque não atende à exigência constitucional de haver correspondência entre o fato criminoso descrito na acusação, recebida por Eduardo Cunha, e a definição legal de crime de responsabilidade.

Esse golpe parlamentar se caracteriza, assim, como atentado à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

Ora, “pedalada fiscal” não é – nem nunca foi – algo que possa ser compreendido como crime de responsabilidade.

A retenção de recursos ou o atraso no repasse de recursos destinados a instituição financeira estatal, fato ocorrido em outros governos federais ou mesmo em governos estaduais, não é o mesmo que operação de crédito, como facilmente se extrai do conceito legal dessa espécie de operação.

Aliás, até dezembro de 2015, era exatamente esse o entendimento do Tribunal de Contas da União, tanto assim que não emitiu parecer pela rejeição das contas de nenhum governo anterior, com base no mesmo argumento utilizado contra a aprovação das contas do governo Dilma, qual seja, violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ocorre que, nem mesmo em tese, suposta violação da Lei de Responsabilidade Fiscal se confunde com crime de responsabilidade.

Também a abertura de crédito orçamentário suplementar por decreto e em obediência às previsões legais e constitucionais não pode constituir, ao mesmo tempo, crime de responsabilidade – se a conduta tem base legal não pode ser típica! Além disso, é prática comum e corriqueira na Administração Pública e, nessa condição, jamais foi reputada criminosa.

Um exemplo disso foi indicado na defesa apresentada pelo Advogado Geral da União: apenas no ano de 2001, quando da gestão de Fernando Henrique Cardoso, foram editados quase 100 decretos de crédito suplementar. No mesmo ano, inclusive, foi descumprida a meta fiscal da administração direta federal, sem que se cogitasse da prática de crime de responsabilidade – posição correta, segundo a única interpretação conforme ao Direito.

Importante destacar aqui alguns dos esclarecimentos trazidos na peça de defesa oferecida à Comissão Especial da Câmara:

1) A abertura de crédito suplementar não guarda relação direta com o cumprimento ou não da meta fiscal – algo que é sabido por todos os que entendem de orçamento e política fiscal;

2) “O motivo determinante para a expedição de Decretos, e não de envio de um projeto de Lei, é a existência de expressa autorização legal” para que essa medida seja possível (art. 4º, da Lei Orçamentária Anual de 2015);

3) Alguns desses Decretos dizem respeito ao orçamento da Polícia Federal, “referência no combate à corrupção no País”, a transferências a Estados e a Municípios e a outros Poderes, como é o caso do Judiciário (Justiça do Trabalho e Justiça Eleitoral). A razão de ser de uma norma autorizativa de complementação de crédito, de acordo com a decisão do próprio Congresso Nacional, é facilitar a adequada e regular prestação do serviço público;

4) O equivalente a “quase 70% dos valores estabelecidos nos Decretos de abertura de créditos suplementares foram editados para atender a determinação explícita do próprio Tribunal de Contas da União”.

O tratamento diferenciado e criminalizante conferido à Presidenta Dilma é a demonstração eloquente do golpe. O que é o golpe senão a imposição da vontade e do interesse de alguns sem a observância das regras jurídicas?

Esse golpe parlamentar em curso pretende estabelecer um vale-tudo, exercer poder sem limites, contra o qual não existe razão ou argumento. Se nem mesmo a Presidenta da República tem meios para se defender dessa arbitrariedade, dessa injustiça, como ficam os direitos do cidadão comum?

Nenhum dos dois motivos apontados na denúncia se enquadra na categoria constitucional de atentado à Lei Orçamentária (art. 85, inciso VI, da Constituição da República Federativa do Brasil) ou na correspondente definição legal de crime de responsabilidade contra a Lei Orçamentária (art. 10, itens 4 e 6, da Lei nº 1.079/50).

É justamente essa condição que torna o processo de impeachment um arremedo de processo, apenas ritualmente semelhante ao devido processo legal. Chegamos, portanto, ao núcleo central da questão: não basta o cumprimento da ritualística aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, para que se possa reconhecer legitimidade e regularidade no processo deimpeachment. Processo que apenas satisfaz o requisito formal não é processo, é simulacro de processo. A existência de crime de responsabilidade, desde o ângulo de sua tipicidade em abstrato, é a principal condição do devido processo legal deimpeachment.

No regime presidencialista, o julgamento político pertence única e exclusivamente ao cidadão que exerce esse direito soberano na intimidade uterina de uma cabine eleitoral.

A Constituição deferiu a uma casa política o exame da existência do crime de responsabilidade. Isso não quer dizer que o julgamento é político. Quer dizer que uma casa política conduzirá o julgamento jurídico da Presidenta da República.

Como não foi cometido qualquer crime de responsabilidade pela Presidenta Dilma, não haverá golpe!

Beatriz Vargas Ramos – Professora de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de Brasíla/UnB

Luiz Moreira – Professor visitante de Filosofia do Direito da PUC Rio; ex Conselheiro Nacional do Ministério Público.

Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/ingredientes-de-um-golpe-parlamentar-por-beatriz-v-ramos-e-luiz-moreira

Indicação: Natalina Ribeiro

DEPUTADOS INDECISOS! VAMOS PRESSIONAR!

Mande sua mensagem, de seu grupo, de sua associação para os deputados indecisos sobre o impeachment. Pressione em nome da democracia!

VEJA OS DEPUTADOS INDECISOS. MANDE EMAIL, DIGA A SUA OPINIÃO:

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Boff: Lições de uma múltipla crise

  Toda crise acrisola, purifica e faz madurar. Que lições podemos tirar dela? Elenco algumas.

Primeira lição: o tipo de sociedade que temos não pode mais continuar assim com é. As manifestações de 2013 e as atuais mostraram claramente: não queremos mais uma democracia de baixíssima intensidade, uma sociedade profundamente desigual e uma política de negociatas. Nas manifestações os políticos também os da oposição foram escorraçados. Igualmente movimentos sociais organizados. Queremos outro tipo de Brasil, diverso daquele que herdamos que seja democrático, includente, justo e sustentável.

Segunda lição: superar a vergonhosa desigualdade social impedindo que 5 mil famílias extensas controlem quase metade da riqueza nacional. Essa desigualdade se traduz por uma perversa concentração de terras, de capitais e de uma dominação iniqua do sistema financeiro, com bancos que extorquem o povo e o governo cobrando-lhe um superávit primário absurdo para pagar os juros da dívida pública. Enquanto não se taxarem as grandes fortunas e não submeterem os bancos a níveis razoáveis de lucro o Brasil será sempre desigual, injusto e pobre.

Terceira lição: prevalência do capital social sobre o capital individual. Quer dizer, o que faz o povo evoluir não é matar-lhe simplesmente a fome e faze-lo um consumidor mas fortalecer-lhe o capital social feito pela educação, pela saúde, pela cultura e pela busca do bem-viver, pré-condições de uma cidadania plena.

Quarta lição: cobrar uma democracia participativa, construída de baixo para cima com forte presença da sociedade organizada especialmente dos movimentos sociais que enriquecem a democracia representativa que, por causa de sua histórica corrupção, o povo sente que ela não mais o representa.
Quinta lição: a reinvenção do Estado nacional. Como foi montado historicamente, atendia as classes que detém o ter, o poder, o saber e a comunicação dentro de uma política de conciliação entre as oligarquias, deixando sempre o povo de fora. Ele está aí mais para garantir privilégios do que para realizar o bem geral da nação. O Estado tem que ser a representação da soberania popular e todos os seus aparelhos devem estar a serviço do bem comum, com especial atenção aos vulneráveis (seu caráter ético) e sob o severo controle social com as devidas instituições para isso. Para tal se faz necessária uma reforma política, com nova constituição, fruto da representação nacional e não apenas partidária.
Sexta lição: o dever ético-político de pagar a dívida às vítimas feitas no processo da constituição de nossa nacionalidade e que nunca foi paga: para com os indígenas quase exterminados, para com os afrodescendentes (mais da metade da população brasileira) feitos escravos, carvão para o processo produtivo; os pobres em geral sempre esquecidos pelas políticas públicas e desprezados e humilhados pelas classes dominantes. Urge políticas compensatórias e pro-ativas para criar-lhes oportunidades de se autopromoverem e se inserirem nos benefícios da sociedade moderna.

Oitava lição: fim do presidencialismo de coalizão de partidos, feito à base de negócios e de tráfico de influência, de costas para o povo; é uma política de planalto desconectada da planície onde vive o povo. Com ou sem Dilma Rousseff à frente do governo, precisa-se, para sair da pluricrise atual, de uma nova concertação entre as forças existentes na nação. Não pode ser apenas entre os partidos que tenderiam a reproduzir a velha e desastrada política de conciliação ou de coalizão mas uma concertação que acolha representantes da sociedade civil organizada, movimentos sociais de caráter nacional, representantes do empresariado, da intelectualidade, das artes, das mulheres, das igrejas e das religiões a fim de elaborar uma agenda mínima aceita por todos.

Nona lição: O caráter claramente republicano da democracia que vai além da neoliberal e privatista. Em outras palavras, o bem comum (res publica) deve ganhar centralidade e em seguida o bem privado. Isso se concretiza por política sociais que atendam as demandas mais gerais da população a partir dos necessitados e deixados para trás. As políticas sociais não se restringem apenas a ser distributivas mas importa serem redistributivas (diminuir de quem tem de mais para repassar para quem tem de menos), em vista da redução da desigualdade social.

Décima lição: inclusão da natureza com seus bens e serviços e da Mãe Terra com seus direitos na constituição de um novo tipo de democracia sócio-cósmica, à altura consciência ecológica que reconhece todos os seres como sujeitos de direitos formando um grande todo: Terra-natureza-ser humano. É a base de um novo tipo de civilização, biocentrada, capaz de garantir o futuro da vida e de nossa civilização.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/2016/04/09/leonardo-boff-dez-licoes-da-multipla-crise-brasileira/

Manifestação, com novas assinaturas, enviada a TODOS os deputados! Faça pressão, você também!

Estamos em um um momento crucial, onde a palavra de ordem é PRESSIONAR!
O MAIS SUAS enviou a Manifestação dos Assistentes Sociais e demais trabalhadores do SUAS para todos os deputados, confirmando posição contrária ao Impeachment e insistindo na defesa da Democracia!

PRESSIONE VOCÊ TAMBÉM: FAÇAMOS UM ESFORÇO CONCENTRADO PARA PRESSÃO NOS DEPUTADOS FEDERAIS PARA VOTAREM CONTRA O GOLPE

Vamos usar o site Mapa da Democracia (http://www.mapadademocracia.org.br/)

O foco será os deputados de 4 partidos: PP – PSD – PR e PRB

Para isso clique nos links ao lado de cada partido abaixo:

PP – http://www.mapadademocracia.org.br/bancadas/?partido=PP

PSD – http://www.mapadademocracia.org.br/bancadas/?partido=PSD

PR –http://www.mapadademocracia.org.br/bancadas/?partido=PR

PRB – http://www.mapadademocracia.org.br/bancadas/?partido=PRB

Em cada partido clique em SUPER PRESSÃO! que emails serão enviados para todos os deputados daquele partido (se nada acontecer clique em “Não funcionou?”

Em menos de 5 minutos podemos atingir 146 deputados.

Vamos a Luta!

Não Vai Ter Golpe!

Veja aqui a manifestação com novas inclusões: http://wp.me/P4NEiq-z9