AVANÇA O GOLPE CONTRA O CONTROLE SOCIAL DO SUAS!

Golpista não reconhece o controle social! Isto não é novidade! Mas este governo se supera em criar lambanças para prejudicar a Assistência Social e o Sistema Único de Assistência Social, confirmando o fato que o golpe planeja mesmo desbaratar todo o SUAS. 

Agora, os golpistas dificultam a realização das reuniões do CNAS e não reconhecem as deliberações da Conferência Nacional de Assistência Social. Sobre as deliberações da Conferência, a Secretária golpista da SNAS tem afirmado que são apenas “recomendações”. É o cinismo ao extremo! 

Quanto à não realização da Reunião Ordinária de fevereiro, os membros da sociedade civil do Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS lançaram Carta ABERTA repudiando mais este golpe e informando e solicitando manifestação da CIT. A Carta que segue abaixo e disponível para download.

Solicitamos que divulguem nos Conselhos e fiquem atentos e coesos na luta que é manter o controle social num governo antidemocrático! 

Clique para baixar:  CARTA ABERTA dos Conselheiros da Sociedade Civil do CNAS aos membros da CIT

CARTA ABERTA dos Conselheiros da Sociedade Civil do CNAS aos membros da CIT

Os representantes da Sociedade Civil no CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social, empossados e legitimados, REPUDIAM a decisão do ministro Osmar Terra, do MDS – Ministério do Desenvolvimento Social, de NÃO realizar a 261a Reunião Ordinária de referido Conselho marcada para os dias 6, 7 e 8 de fevereiro de 2018, em Brasília/DF, convocada em 12.12.2017 pelo presidente de tal órgão, Fábio Moassab Bruni.

A “justificativa” do ministro foi a inexistência de empresa contratada para cumprir a logística relativa à aquisição de passagens dos Conselheiros residentes fora de Brasília e a informação de que o processo licitatório para tal finalidade demoraria até 180 dias, o que, na prática, impediria a realização das reuniões do CNAS marcadas para o primeiro semestre de 2018.

A vice-presidente do CNAS, Rosangela dos Santos, representante da Sociedade Civil, protocolou ofício/SEI no 1315608, ao ministro, em 23/01/2018, e requereu a reconsideração da sua decisão. Porém, até o momento, o ministro ainda não se dignou em sequer responder a provocação.

A não realização das reuniões mensais do CNAS, agendadas desde novembro de 2017 e cujo calendário foi publicado no Diário Oficial da União, impedirá o efetivo exercício do controle social das políticas públicas e a garantia de direitos dos cidadãos, previstos na Lei n. 8.742/93 (LOAS), e será duro golpe contra a democracia, sob argumento burocrático previsível decorrente de inércia operacional.

Além disso, a não realização das reuniões do CNAS, em decorrente de inacreditável e propositado desejo neste sentido por parte do ministro do MDS, impedirá que os Conselheiros se debrucem sobre o determinado pelo Tribunal de Contas da União, conforme consta do acórdão no 2404/17-Plenário (sessão de 25/10/2017) daquela Corte.

Não bastasse tudo isso, este ano será realizado o Processo Eleitoral da Sociedade Civil do CNAS, conforme consta do edital de 12.12.2017, DOU de 14.12.2017, que poderá ser inviabilizado diante da postura adotada pelo ministro Osmar Terra.

Os segmentos dos Usuários, Entidades e Trabalhadores, abaixo relacionados, estão se esforçando para fazer com que as reuniões agendadas sejam realizadas, para que não se perca nenhum direito e para que a consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o exercício pleno da cidadania e da participação Social sejam realidades incontestáveis.

Convidamos os membros da CIT a se posicionarem formalmente em prol da autonomia do CNAS e contra qualquer ação tendente a evitar que a representação da Sociedade Civil seja minimizada ou mesmo excluída da participação em tal órgão, visando manter os esteios da democracia em nosso país. Brasília, 30 de janeiro de 2018.

Edna Aparecida Alegro Representante da Federação Nacional das Associações Pestalozzi – FENAPESTALOZZI no CNAS
Rosangela Maria Soares dos Santos Representante do Fórum Nacional de Usuários do SUAS – FNUSUAS/PA e Vice Presidente do CNAS
Josenir Teixeira Representante do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – DF no CNAS
Elisa Maciel Costa Representante da Associação Internacional Maylê Sara Kalí – AMSK/Brasil no CNAS
Samuel Rodrigues Representante do Fórum Nacional da População em Situação de Rua no CNAS
Maria José Vasconcelos Barreto Carvalho Representante do Fórum Estadual de Usuários do SUAS de Sergipe –FEUSUAS/SE no CNAS
Carmem Lúcia Lopes Fogaça Representante da Organização Nacional de Entidade deDeficientesFísicos – ONEDEF no CNAS
Carlos Nambu Representante da Inspetoria São João Bosco – Salesianos no CNAS
Clodoaldo José Oliva Muchinski Representante da Fundação Fé e Alegria do Brasil no CNAS
Maurício José Silva Cunha Representante do Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral – CADI no CNAS
Cleonice Caetano Souza Representante da União Geral dos Trabalhadores – UGT
Norma Sueli de Souza Carvalho Representante da Capemisa Instituto de Ação Social no CNAS
Silvia Regina Ramirez Representante da Fundação Projeto Pescar no CNAS
Benedito Augusto de Oliveira Representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social no CNAS
Luziana Carvalho de Albuquerque Maranhão Representante do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – CONFFITO no CNAS
Clátia Regina Vieira Representante da Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas – FENATIBREF no CNAS
Leovane Gregório Representante do Conselho Federal de Psicologia – CFP no CNAS

 

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por maissuas Postado em Post

Valeu!

Foi massa!
Vamos continuar a Organizar, Lutar e Resistir junto com cada um/a de vocês.
Que venham tempos de esperança, conquistas e paz para todos/as!
B O A S  F E S T A S!!

 

 

por maissuas Postado em Post

Foi Massa!

Foi massa!
Vamos continuar a Organizar, Lutar e Resistir junto com cada um/a de vocês.
Que venham tempos de esperança, conquistas e paz para todos/as!
B O A S  F E S T A S!!

 

 

por maissuas Postado em Post

XÔ PRECONCEITO: USUÁRIO E USUÁRIA DO SUAS TEM DIREITO CONQUISTADO!

 

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), junto ao Fórum Nacional das Usuárias e Usuários do SUAS (FNUSUAS), busca combater o preconceito e a criminalização das usuárias e usuários da Assistência Social.

O vídeo abaixo é resultado desta sensacional parceria:


O MaisSUAS parabeniza o Conselho Federal de Psicologia e o FNUSUAS pela iniciativa que deve ser muito socializada pelos trabalhadores, suas representações, entidades e gestores que defendem o direito à Assistência Social!!

Conheça o folheto explicativo da Campanha:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vamos compartilhar! Vamos espalhar nos CRAS e CREAS!! Nas entidades!! Nos Conselhos!!

#VIVAOSUAS
#VAITERLUTA
#DEFENDAOSUAS

CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL/SP DENUNCIA E REPUDIA AÇÃO DO GESTOR MUNICIPAL

 

*E* *NO* *APAGAR* *DAS* *LUZES* ….

Nós, representações legitimamente organizadas, à luz das Normas Constitucionais que asseguram a livre manifestação e a participação cidadã a partir do atual estado democrático de direitos, vimos publicamente manifestar nosso REPÚDIO à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS, pela exoneração e transferência da trabalhadora Daiane Liberi do cargo de Secretária Executiva do Conselho Municipal de Assistência Social – COMAS/SP.

Em mais uma atitude arbitrária e irresponsável, tivemos a notícia dada ontem, pelo Departamento de RH da Smads, à trabalhadora, sob a alegação de que o Sr. Chefe de Gabinete, solicitou a devolução do cargo, bem como a transferência da mesma, sem nenhuma justificativa, e sem ao menos consultar e dar o devido conhecimento ao Conselho Diretor do COMAS.

É lamentável e digno de denúncia, o total desrespeito da atual gestão para com essa instância de controle social. Conselhos não são um braço estendido da gestão, onde se pode trocar, oprimir e aterrorizar sempre que existam discordâncias.

Conselhos são espaços democráticos, participativos e precisam ter respeitada sua condição de autonomia frente a qualquer que seja a gestão.

Quando a Smads troca a seu bel-prazer uma trabalhadora estratégica desse espaço, dá as costas para todo um acúmulo de conquistas democráticas asseguradas desde a promulgação da LOAS.

Mais que uma nota de repúdio essa é uma denúncia! Esse é um alerta a todo o povo da Cidade de São Paulo. Em nome de vaidades, com a sanha de demonstrar força, a atual gestão está fragilizando a principal instância de controle social desta política.

Essa denúncia  não tem nada a ver com “direita” ou “esquerda”. Trata-se de um posicionamento diante de um ato truculento, desrespeitoso e estabanado, para com um espaço democrático de funcionamento consolidado.

Nosso respeito à trabalhadora que incansavelmente faz suas jornadas longas de trabalho diário sempre de maneira exemplar, competente e dedicada exclusivamente a zelar pela Política de Assistência Social em nosso município!

Assinam esta Nota:

– Conselheiros da Sociedade Civil do COMAS – Gi Santana, Ricardo de Lima, Darlene Afonso, Fernanda Campana, Cleusa Almeida, Damaris Lacerda, Margareth Gouveia, Carlos Nambu, Sheila Cereja, Rosemeire Andrade.

– Fórum de Assistência Social da Cidade de São Paulo – FAS/SP

– Fórum das Entidades Beneficentes de Assistência Social – FEBAS

– Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas – SEIBREF

Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado

Coletivo de servidores municipais em defesa do SUAS da Cidade de São Paulo.

 

por maissuas Postado em Post

País tem 7 milhões de pobres sem assistência social, diz FAO

Por Ligia Guimarães 

O número de famílias brasileiras extremamente pobres que não recebem nenhum tipo de assistência social aumentou em 2016, chegando a um total de 7 milhões de pessoas. A tendência preocupa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e coloca o Brasil em sério risco de voltar a integrar o Mapa da Fome mundial, estudo que monitora os níveis de desnutrição em países em todo o mundo.

“Se o Brasil não voltar a crescer de forma sustentada e não tiver um revigoramento do mercado de trabalho, simultaneamente a uma correção nos valores de transferência de renda, corremos um risco de importante de voltarmos ao mapa da fome”, alerta José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, que divulga o mapa desde 1990.

O Brasil saiu da “lista da fome” em 2014, quando, pela primeira vez, menos de 5% dos brasileiros consumiam menos calorias que o necessário para uma nutrição adequada, na avaliação da ONU. Para definir o Mapa da Fome, que a FAO prevê divulgar no ano que vem, o estudo calcula para cada país o indicador de “prevalência de desnutrição”, que considera o nível habitual de nutrição adequado para determinados grupos da população, expressos em calorias.Nos cálculos da organização, que é o principal órgão internacional de combate à fome no mundo, cerca de 2 milhões de famílias brasileiras sobreviviam no ano passado com menos de R$ 133,72 mensais por pessoa, mas não estavam entre os beneficiários do Bolsa Família e nem do Benefício da Prestação Continuada (BPC) naquele mesmo ano. O dado mais alarmante, na visão da FAO, é o aumento na porcentagem destas famílias extremamente pobres e sem assistência social, que subiu de 2,9% no primeiro trimestre de 2016 para 3,3% no quarto trimestre de 2016. O Ministério do Desenvolvimento Social alega que o número de desassistidos é menor, já que, na visão da pasta, o número de beneficiários do Bolsa Família e do BPC é subestimado na Pnad, do IBGE, que baseia os dados da FAO.

Graziano, agrônomo e doutor em economia e que chefiou a equipe que em 2001 elaborou o programa Fome Zero, diz que o aumento do desemprego e a elevação da pobreza extrema no país podem ter levado milhões de famílias a piorar sua segurança alimentar. Os casos mais graves, diz Graziano, estão nas regiões metropolitanas e rurais do Brasil.

A FAO defende que, em tempos de recessão econômica como o atual, quando a necessidade das famílias aumenta, é justamente quando o governo precisa elevar os investimentos nos programas sociais para proteger a parte mais vulnerável da população. “Não é só o tema da alimentação. Os gastos sociais do governo são muito importantes: as pessoas são muitas vezes pobres porque não têm acesso aos bens comuns, como saúde, educação – e não podem pagar por eles”, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: O Brasil corre o risco de voltar ao Mapa da Fome?

José Graziano da Silva: A fome no Brasil está relacionada ao crescimento econômico, ao nível de emprego e do salário mínimo e às políticas de transferência de renda. É preocupante, no caso brasileiro, o aumento do desemprego, decorrente do baixo nível de crescimento. Nesse contexto, se o Brasil não voltar a crescer de forma sustentada e não tiver um revigoramento do mercado de trabalho, simultaneamente a uma correção nos valores de transferência de renda, corremos um risco de importante de voltarmos ao mapa da fome. De acordo com informação recente do IBGE, o Brasil voltou a crescer. É preciso ver se isso será suficiente para reverter a tendência e gerar empregos formais.

“Se o Brasil não voltar a crescer de forma sustentada, corremos risco importante de voltarmos ao mapa da fome”

Valor: Além do desemprego, o que influencia o aumento da fome?

Graziano: É preciso destacar a questão da concentração de renda. Como sabemos, o Brasil apresenta, historicamente, elevado grau de desigualdade. De acordo com os mais recentes dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, e segundo os estudos do professor Rodolfo Hoffmann, houve uma significativa redução da desigualdade entre 1998 e 2014, mas essa tendência não se verificou em 2015. A desigualdade na distribuição da renda domiciliar per capita permaneceu praticamente a mesma em relação a 2014, enquanto o nível de desigualdade entre as pessoas economicamente ativas avançou.

Valor: Há algum estudo em andamento sobre a fome pela FAO? Quando haverá novo mapa?

Graziano: É importante primeiramente lembrar que o mapa da fome da FAO utiliza como fonte de seus dados a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), que atualmente está a campo e deve ser concluída em maio de 2018. Quando os resultados da nova POF estiverem disponíveis, a FAO poderá recalcular a posição do Brasil. Em todo caso, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) que figurou pela última vez na Pnad 2013, apontou que dois terços das famílias pobres e metade das famílias em situação de extrema pobreza estavam mais sujeitas à insegurança alimentar e nutricional. Isso nos faz presumir que o crescimento da pobreza e extrema pobreza entre 2014 e 2015, em razão do aumento do desemprego, pode ter levado milhões de famílias a uma piora da sua segurança alimentar.

Valor: Quais números preocupam mais a FAO?

Graziano: De acordo com os dados da mais recente PNAD Contínua do IBGE divulgados em novembro, o desemprego da população ativa no último trimestre é de 12,2% – ou mais de 12 milhões de pessoas. Esse número, que é maior em relação ao mesmo período em 2016, representa uma tendência de aumento que tem se verificado ano a ano pelo menos desde 2014. O aumento do desemprego tem afetado particularmente regiões metropolitanas e rurais, ocasionando uma considerável redução do poder aquisitivo. Aliado à redução dos programas de proteção social, isso se torna uma variável que pode afetar muito o desempenho da segurança alimentar. Especialistas da FAO, analisando a última Pnad contínua de 2016, constataram que cerca de 2 milhões de famílias brasileiras – abrangendo mais de 7 milhões de pessoas – estão em condição de extrema pobreza, mas não estavam entre os beneficiários do Bolsa Família e nem do Benefício da Prestação Continuada (BPC) naquele mesmo ano. De forma ainda mais preocupante, a porcentagem destas famílias extremamente pobres e sem assistência social subiu de 2,9% no primeiro trimestre de 2016 para 3,3% no quarto trimestre de 2016. Há uma preocupação com os efeitos de uma aparente piora da situação econômica no país, e sobretudo do aumento do desemprego. Mas a FAO não tem ainda dados concretos sobre isso para 2017. O que posso dizer é que seguiremos acompanhando com atenção o caso do Brasil, como de vários outros países na região e no mundo.

“Quando há recessão econômica, propõe­-se aumentar os investimentos nos programas sociais”

Valor: Como a FAO tem visto a gestão do Bolsa Família? O governo diz estar eliminando irregularidades, mas aumentam os relatos de pessoas em necessidade. Não há o risco de se estar cortando de quem vive um pouco acima da linha de pobreza, mas ainda é pobre?

Graziano: Prefiro ainda não me manifestar sobre o assunto até que tenhamos dados mais concretos. O que sabemos é que as pessoas beneficiárias do Bolsa Família estão no limiar da pobreza absoluta – entre os pobres e os extremamente pobres. E essa linha de pobreza é muito flutuante: uma pessoa que tem um emprego temporário e que está acima da linha de pobreza pode passar para baixo dessa linha se perder ou se não continuar com essa atividade. Esse é o caso dos trabalhadores volantes na colheita de produtos agrícolas em muitas partes do Brasil: na época das safras, estão acima da linha; na entressafra, estão abaixo da linha. A recomendação é que haja certa flexibilidade com essas famílias: elas, na verdade, deixam de ser extremamente pobres apenas temporariamente, permanecendo no limiar da pobreza até que consigam desempenhar um trabalho de qualidade e com segurança.

Valor: Qual deveria ser a política social para evitar a fome?

Graziano: Nossa recomendação é sempre de políticas anticíclicas: quando há recessão econômica, propõe-se aumentar os investimentos nos programas sociais. Não é só o tema da alimentação. Os gastos sociais do governo são muito importantes: as pessoas são muitas vezes pobres porque não têm acesso aos bens comuns, como saúde, educação – e não podem pagar por eles.

Valor: Se o Brasil voltar ao mapa da fome, o que isso significa? Exige mudanças de rumo? Há implicações oficiais? A ONU toma algum posicionamento em relação ao governo?

Graziano: O mapa da fome é um indicativo da fragilidade da segurança alimentar dos países. Não há nenhuma sanção a ser aplicada por parte da ONU. Trata-se de um acompanhamento contínuo. Quando os dados do relatório Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (SOFI, na sigla em inglês) saírem, em setembro de 2018, estaremos, na verdade, retratando a realidade do ano anterior, de 2017. E, nesse caso, muitas vezes já há situações de insegurança alimentar instaladas em certos países, incluindo pessoas que estão passando fome. Quando nos deparamos em casos de insegurança alimentar grave, e isso ocorre na maior parte das vezes nos países da África, bem como em países em outras regiões como o Iêmen, Haiti ou Coreia do Norte, nossa recomendação é não apenas aumentar a produção de alimentos, mas também o acesso a esses alimentos.

Valor: Em quais regiões do Brasil há mais pessoas passando fome?

Graziano: Não temos esses indicativos mais recentes. Tradicionalmente as regiões em que há fome no Brasil são as zonas rurais do Nordeste e da Amazônia. No Brasil, algumas das grandes regiões metropolitanas têm se destacado pela insegurança alimentar Essas regiões também têm apresentado grande aumento em outras formas de má nutrição, como a obesidade. O consumo de alimentos rápidos, baratos e ricos em açúcares e gorduras, tem se tornado uma tendência nos meios urbanos. Isso é preocupante, porque envolve uma questão séria de saúde pública, já que a obesidade leva ao aumento da propensão à hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes.

Fonte: http://mobile.valor.com.br/brasil/5230255/pais-tem-7-milhoes-de-pobres-sem-assistencia-social-diz-fao?origem=G1&utm_source=g1.globo.com&utm_medium=referral&utm_campaign=materia

Matérias relacionadas: http://www.valor.com.br/brasil/5230251/campanha-natal-sem-fome-e-retomada-apos-dez-anos

por maissuas Postado em Post

GOVERNO DÁ “RESPOSTA” À DELIBERAÇÃO DA 11a. CONFERÊNCIA NACIONAL

Não se passou nem uma semana após o término da 11a. Conferência Nacional de Assistência Social e o (des) governo já se pronuncia de forma anti-democrática atestando que a deliberação de controle social nada vale para quem vive de golpes.

O MDS enviou, no último dia 12/12, ofício aos Coordenadores Estaduais do Programa Criança Feliz, assinado pelo Secretário Hali Girade, da Secretaria Nacional de Promoção e Desenvolvimento Humano/MDS, e pelo Secretário Adjunto da Secretaria Nacional de Assistência Social – SNAS/MDS, avisando que não reconhece, e nem reconhecerá, a deliberação da Conferência sobre o assunto.

O Ofício começa assim: “(…) informamos que o Programa Criança Feliz – PCF veio para ficar e assim será, cada vez mais forte, mais amplo e com maiores benefícios (…) não permitiremos um único passo atrás de um programa que chegou para mudar para melhor a vida das crianças, das famílias, das comunidades e do país.” (sic).

O expediente inteiro é um total desrespeito à deliberação da 11a. Conferência Nacional, com relação à desvinculação do Criança Feliz da Assistência Social do MDS e da Assistência Social e um sonoro “não” à moção aprovada pelos delegados/as que recomendava a extinção desse programa que representa o que há de pior em política pública: idéia fixa, eleitoreira e retrógrada do Ministro Osmar Terra e palco do primeiro damismo. Tenta convencer que o fracasso do Criança Feliz (atestado por todos os trabalhadores, usuários e gestores na conferência) é sucesso de política pública, quando é um programa de bases conservadoras que usa recursos do SUAS e tenta desconfigurar serviços socioassistenciais.

É preciso reagir: o controle social, CNAS, CEAS e CMAS precisam dar a resposta que o caso exige, pois isto é uma afronta ao espaço máximo de debate e deliberação do SUAS, um escárnio com a democracia.

VIVA O SUAS, LEGÍTIMO SISTEMA PÚBLICO DE PROTEÇÃO SOCIAL!
FORA AOS PROGRAMAS DE GABINETE ELEITOREIROS!
#vaiterluta

11a Conferência Nacional: Vitória dos defensores do SUAS!!!!

Todos os acontecimentos ocorridos na 11a Conferência Nacional atestam a vitória da radical defesa do SUAS e o total despreparo dos golpistas em garantir o debate democrático. Não poderia ser diferente.

Os fatos atestam por si: na apreciação (em torno de 5hs) do Regimento Interno apresentado pelo CNAS e equipe de relatores, o documento, constando a “nova metodologia” do debate foi bastante alterado pelos delegados e delegadas que garantiram o amplo debate e rechaçaram qualquer chance de engessamento de discussões e deliberações; na grandeza do Ato político no início do evento que demarcou a direção política radical em defesa do SUAS e que deixou nítida a intenção dos delegados em não reconhecer este (des) governo e desmascarar as incompetências gerenciais da SNAS; no debate e na luta de quase 12 horas de Plenária Final (que iniciou as 11h27, sendo que o horário programado era as 9h), tumultuada pelas confusas e perdidas conduções de mesa, que culminou com conquistas gigantes dos aguerridos defensores do SUAS, como a desvinculação completa do Criança Feliz do SUAS, a imediata recomposição do orçamento, defesa do BPC e do II Plano Decenal, entre outras deliberações que entram para a história, além de importantes moções,

como a que recomenda a extinção do Programa Criança Feliz.

VIVA O SUAS!

VAI TER LUTA!

por maissuas Postado em Post

Ato programado pelo CNAS não teve repercussão na 11a. Conferência. E nem fora dela!

O Ato em Defesa da LOAS e da PNAS, apesar de constar na programação da 11a. Nacional de Assistência Social, foi um evento esvaziado e sem nenhuma representatividade política.

Não compareceram, mesmo convidados, os ex-Secretários/as da SNAS, ex-Ministros/as e ex- presidentes do CNAS, excetuando pela presença do ex- Presidente Carlos Ferrari, que também é o Relator Geral da 11a. Conferência, e do ex-Presidente Edivaldo Ramos.

Com alguns pronunciamentos previstos, como da Dep Luiza Erundina, a iniciativa não logrou politizar e mobilizar a Conferência tal como ocorreu durante o Ato político e manifestação do primeiro dia da Conferência.

A Assistente Social e delegada Ana Farias (PE) procedeu a leitura da AGENDA DE LUTAS EM DEFESA DO SUAS produzida no Encontro Nacional de Resistência e luta pelo SUAS, realizado pelos militantes defensores do SUAS durante os dia 4 e 5 de dezembro, antes da Conferência.

O esvaziamento parece expressar, mais uma vez, a reação dos participantes diante da falta de coerência do Cnas que aprova propostas do governo ilegítimo de Temer e não consegue reverter as medidas que inviabilizam o SUAS.

Esta Conferência ficará marcada pela unificação das lutas em defesa do Suas, contra a destruição dos direitos sociais e sistemas públicos. Será a Conferência da reação popular contra o golpe e contra o desmonte do SUAS!!!

#VIVAOSUAS
#FORAGOLPISTAS
#VAITERLUTA

Inacreditável! SNAS afirma na 11a. Conferência: “O SUAS NÃO FOI DESMONTADO”

Como esperado, e anunciado, a 11a. Conferência se estabelece em meio às tensões instaladas pelo processo de destruição de direitos sociais, sobretudo a Assistência Social, confirmado pelos gestores, trabalhadores e usuários do SUAS.

Um dos momentos que podem ilustrar as tensões foi o pronunciamento da Secretária Nacional de Assistência Social, Maria do Carmo Brandt Carvalho, na manhã de ontem, dia 6. Na tentativa de escamotear o ataque vital ao SUAS, a Secretária Nacional anunciou repasses atrasados (na ordem de 500 mi). Os delegados e delegadas da Conferência, que vivenciam cotidianamente o descaso, a penúria, o corte de recursos, os atrasos, a incompetência técnica da atual Secretaria Nacional reagiram incrédulos e demonstraram toda a sua indignação quando a gestora afirmou com todas as letras e sons que “o SUAS não está sendo desmontado”. Diante de uma fala tão estapafúrdia, tão sem noção, tão inverídica, nada mais pode ser dito pois a manifestação eclodiu com a força de uma luta.

A mesa foi encerrada e a Secretária saiu cercada de vaias e acusações de golpista.

Assista esta cena: